O olhar que o meu pai me dá sempre que me encontra acordada às seis da matina é uma das piores coisas da minha insônia.
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No momento esotu profundamente irritada com a conversão de contas da Google. Produnfamente irritada. Demorei exatos 12 minutos para conseguir chegar nessa tela, tudo porque, de uma hora pra outra, eu não posso mais usar o betablogger, mas também não tem jeito de sair daquela meleca. Tomanocú.
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Odeio lésbicas que só sabem falar de mulheres.
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"Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria. Mais que sensação, densa certeza viscosa impedindo qualquer movimento em direção à luz. E além da certeza, a premonição de um futuro onde não haveria o menor esboço de uma espécie qualquer não sabia se de esperaça, fé, alegria, mas certamente qualquer coisa assim."
Caio Fernando Abreu. Transformações. in Morangos Mofados.
O sol não combinava em nada com a minha roupa, mas era essencial comprar alguma coisa para o café da manhã que eu ia tomar na hora que eu chegasse em casa. Padaria, presunto e pão de queijo, um maço de cigarros, água. Já em casa, o presunto agrada a todos e um pão de queijo já me satisfaz, além da xícara do café bem quente e bem forte. Uma ducha mais tarde e parece que o sono se foi. No quarto, sozinha, entrego-me a coisas demais e tudo o que se passa na minha cabeça é barulhento. Não de bebedeira, é muito sentimento misturado e eles não se separam nunca. É um capítulo repetido, tudo ao mesmo tempo agora. Em busca de calma, finjo que esqueci como se fecha os olhos e tento pensar movimento por movimento, tento visualizar cada músculo do meu olho se fechando e acabo aproveitando todas aquelas luzinhas que só aparecem quando você fecha os olhos. Quando abro novamente, duas horas se passaram. Mas eu não dormi.
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Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Pablo Neruda
p.s.: O presente veio por causa da amiga Kika.
