1. Eu tenho cara de menina, mesmo quando me visto de mulher.

2. Eu sou gorda e bochechuda. Algumas "pessoas" têm a impressão de que, por isso, eu sou solitária ou mais sofrida ou que tudo o que eu mereço é um aperto na bochecha.

3. De fato, eu sou relativamente jovem. Vinte e poucos anos não parece às "pessoas", um tempo bom de vida. As "pessoas" costumam se surpreender quando descobrem que eu já sou formada.

4. As "pessoas" morrem de medo do desconhecido e são acostumadas a conhecer tudo superficialmente. Quando aparece uma "menina" jovem, fofa, diferente, com uma visão de mundo que as "pessoas" não costumam ter, elas se assustam.

É meio revoltante (e humilhante) ter que permanecer lutando continuamente por respeito. Ter que batalhar pelo reconhecimento em tempo integral, ter que ficar provando que EU SEI do que estou falando, isso tudo cansa DEMAIS.

Porque as "pessoas" não dão um voto de confiança? De onde sai toda essa falta de FÉ?

Não sei MESMO. Pode ser pura inveja ou despreparo em geral. Pode ser burrice ou pode ser recalque cristão. Vai saber.

O caso é que eu tenho que passar por isso diariamente. E, com os dias vencendo nas minhas costas, fico ofendida mais facilmente. Dependendo da ocasião, basta alguém me chamar de menina que eu reconheço o tipo de "pessoa".

Estou espalhando a todos que se interessam que (1) estou de mudança para São Paulo e que (2) fui demitida e essa foi uma das melhores coisas que já me aconteceu. Aí as "pessoas" arregalam os olhos e perguntam se eu tenho certeza. Ignorando meu sorriso, minha cara de felicidade e o meu enorme SIM à pergunta, as "pessoas" passam a comentar que a vida é difícil demais, que São Paulo é violenta demais e que é tudo caro e blábláblá. Então começam os conselhos e as suposições e os preconceitos, que eu escuto com as orelhas baixas, tentando entender o que eu fiz para merecer tamanho descrédito.

O pior é ver que "pessoas" que eu respeito, gosto e admiro também não têm fé em mim.

Mas, enfim, "pessoas" não vão impulsionar minha carreira, nem correr atrás de sonhos, nem enfrentar novos desafios. Quem vai fazer tudo isso sou EU. E eu vou fazer bem demais, desculpaí, "pessoas".

A quem me apóia, quero que saibam que eu agradeço imensamente a FÉ e que todos vocês têm rostos, o que é muito melhor do que ser mais uma "pessoa".
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Ah, mesmo que eu tenha chegado em casa já claro, sete horas apitando, essas coisas e outras, hoje foi uma boa noite. Poderia até ser um post dos muitos antigos, do começo de blog, de quando eu mencionava todo mundo que eu encontrei e tudo, mas para quê? Encontrei paulistas que levei para uma Belo Horizonte que poucos mineiros aproveitam, comi, bebi, encontrei Canastras, abracei meninas que têm gatos, ofereci carona que não tinha, recusei carona que não precisava, dei bom dia para a minha mãe e agora vou tomar um café fresquinho. Mesmo que eu tenha gasto dinheiro sem ver (andei muito a pé e fui a eventos gratuitos, mas foi grana também). Tudo isso com Edith Piaf no ouvido, no coração, essas e outras coisas.










Mal posso esperar por São Paulo.
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Há variações de comprimento, cores e ousadia, mas 95% das mulheres que aparecem nesse ensaio têm o mesmo corte de cabelo. Algumas levam o corte muito à sério, outras já vão pelo lado mais seguro e tem até gente que enrola as pontinhas. Não é um privilégio de garotas. Pode ser curtinho, e existem exceções.

Porque estou falando disso? Bem, eu cortei meu cabelo no sábado e quando eu cheguei em casa minha mãe só faltou pular da cadeira: "que legal! Seu cabelo está bem japonês!" Eu pensei que ela tinha falado isso porque japonês faz coisas doidas com o cabelo, nunca imaginaria que meu cabelo estaria igual ao de todas elas.

E eu não tinha visto essas fotos e nenhum outra para escolher o corte, eu queria assim, irregular, com partes maiores, a mecha no meio essas coisas. Talvez isso signifique alguma coisa, mas quem se importa?
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O medo é o pior de todos os sentimentos. Antes era até chato o tanto que eu repetia que o meu maior medo é ter medo. Poder ser um grande clichê tudo isso, mas putaquepariu que coisa imbecil. Sempre que eu fico com medo, eu meto o rabo entre as pernas.
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Só para parecer mais MEU.
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Acreditem: algumas coisas loucas que eu falo estão melhores ditas do que guardadas para processamento contínuo dentro da minha cabeça. É melhor assim mesmo. Com isso, às vezes eu me torno grossa demais ou acabo falando coisas que você não goste. Mas é assim, é normal e 'tádeboá.
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muito serio
Originally uploaded by Ceci Lab.
Esse é o Gabriel, o lindo fruto da união de dois amigos dos melhores, o Bruno e a Ceci. Olha a cara de homenzinho esperto que ele tem. E esse olho que já olha dentro da câmera só com cinco meses, me conta?! Ai, ai, queria tomar ele para mim, de alguma maneira, ou arranjar um para mim, ou não.
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Uma noite de insônia em plena euforia. O Orkut avisa estar em manutenção e eu agradeço, em voz alta. Acabo de passar tempo demais lá, às vezes eu não consigo fugir. Credo. Maniabestasô!
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Quando o ônibus que passa na minha rua faz a curva, acontece um mini-terremoto, as coisas todas vibram. Quem é novato na minha casa costuma achar que tem um celular vibrando, quem é veterano passa a escutar só o barulho da tampa do esgoto batendo. Eu que fico aqui todo dia sempre acho que o computador vai explodir e me afasto do monitor. Podia acontecer um dia, só para eu ser menos doida.
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A todos que escutam muita música: USEM O AUDIOSCROBBLER (também conhecido como last.fm). É mais uma coisa teoricamente inútil, mas eu gasto horas naquilo e já descobri muita música nova e boa. Clica na figura aí.
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Ladainha, Minas GeraisSim, existe uma cidade chamada Ladainha, em Minas Gerais. Achei uma foto para comprovar, nesse site aqui. Não tem nada demais, além de nome.

Sempre usei essa palavra, mas pensei que era gíria, inventada. Acontece que é um tipo de reza, de prece, que se repete muito. Bom saber, fica sendo a palavra do dia.
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"Dado que o homem é o único animal que bebe sem sede, convém que o faça com discernimento".

Um presente da Wikipédia, saiu da boca de um francês.
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Não sei como começar esse post. Na verdade, não sei muito bem do que quero falar, mas lembro bem de uma época em que esse blog costumava ser uma boa válvula de escape, um bom lugar de me expressar assim, meio sem eira nem beira, meio sem saber porquê ou o quê. Meio sem querer mesmo.

Era uma época meio sem querer. Tudo o que acontecia era meio sem querer, tudo o que tinha que ser, vinha meio sem querer.

Hoje, tudo o que acontece, parece precisar de uma força de vontade enorme. É só uma impressão, quero que isso fique claro. Porque, no fim das contas, meu esforço pouco vale para as coisas acontecerem. Ai, não é bem assim.

Se fosse um jogo de xadrez, bastaria que eu me empenhasse MUITO na abertura, os primeiros três movimentos são decisivos e determinam o restante. Depois das primeiras jogadas feitas com esmero, posso até ser um pouco desleixada que o resultado será bom. Parando para pensar assim, agora, acho que desde que eu entrei na faculdade tem sido meio assim.

O problema é que a cada nova partida, a cada novo acontecimento que tem que existir, o esforço é retirado de um lugar mais profundo, esgotando uma camada interna que não deveria ser sequer tocada antes das coisas realmentes importantes da vida começarem a surgir.

E num domingo de noite, depois de um final de semana cheio de esforço social, quando parece que eu só gosto de Jeff Buckley e solidão, dá para enxergar o meu egoísmo. Fica bem visível, nem precisa de espelho, nem precisa de dedo apontado na cara. Porque no fim de tudo, eu vejo que é bom o lugar que eu estou, se eu soubesse aproveitar cada pedaço...
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Inadimissível para mim respeitar uma pessoa que declara que o lema de vida é "menos é mais" e a música preferida é metal melódico.

Não faz sentido.
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Depois de uma noite inteira de pesadelos, parece-me óbvio que eu fique uma hora a mais na cama curtindo um sonho bom que chega no início da manhã.

Estou deitada em uma cadeira de praia muito confortável, nua, tomando sol. Não sinto nada de errado, passo por um daqueles momentos maravilhosos em que você consegue parar de pensar e só aproveitar a situação. No caso, a situação é tomar sol. Sinto cada pedaço do meu corpo sendo aquecido. Naquele momento, não me vejo como uma pessoa, não me sinto um todo, mas sinto a minha pele, o meu olho direito, o meu olho esquerdo, os meus órgãos internos, cada coisa separado. É muito gostoso.

É um sonho ótimo. E eu tento me agarrar a ele sempre que ele chega. O problema é que ele tem chegado muitas vezes e eu tenho medo de sonhos que se repetem. Também tem um pesadelo novo para adicionar à minha coleção de sonhos que se repetem.

É uma sala de trabalho, tem um computador e uma TV, eu não trabalho sozinha. Meu trabalho é ver TV e anotar o que merece ser visto novamente, mas não nos meus critérios, nos critérios da pessoa que está no computador e fica o tempo inteiro me insultando e me agredindo. Recebo uns tapas e vários puxões de cabelo. De repente, a TV explode e a pessoa entra em pânico e pede que eu a ajude a consertar logo, porque ela não consegue viver sem aquilo. Parece que eu tenho uma dívida ou algo do gênero, porque eu tento ajudar prontamente e desmonto a TV que, apesar de ter explodido, ainda está inteira. Chegamos à conclusão de que precisamos soldar alguns pedaços, mas ninguém sabe mexer com isso. Obviamente sobra para mim. Durante o processo, meu cabelo vai sendo soldado junto com a TV e o meu cérebro passa a funcionar como um controle remoto e eu fico fisicamente presa, para sempre, naquele aparelho. O desespero que eu sinto nessa hora é horripilante, de gelar os ossos e tal.

E repete. E repete.
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