Sábado é o Dia Oficial do Alarme do Portão do Meu Prédio. Sabe esse alarme que toca quando alguém esquece o portão aberto? Então. Toda hora toca.

Nem sempre porque a pessoa realmente ESQUECEU de fechar, muitas vezes ela abre o portão da garagem, faz uma ligação no celular, liga o carro e espera ele esquentar (nesse ponto já tá tocando o maldito), manobra com todo o cuidado, sai do carro, grita pra alguém dentro do apartamento, espera a pessoa descer (e o maldito alarme péom-péom-péom-péom), manobra mais um pouco, desliga o carro, liga o carro, espera esquentar (de novo, como se precisasse), chama mais alguém, liga pra outra pessoa (péom-péom-péom-péom) e aí então sai da garagem e fecha o portão.

Ou então, vai receber alguém na portaria e fica lá batendo papo, com o portão aberto (péom-péom-péom) e depois sobem (visita e anfitrião) conversando alegremente pelo corredor. Numa boa? Se a visita vai subir, pra quê ficar batendo papo lá na rua? Sobe logo, puerra!

Numa dessas de ficar fazendo hora entre o abrir-o-portão e sair da garagem, um dos vizinhos foi assaltado aqui dentro do prédio. Numa outra, em um dia que a minha TPM estava no volume máximo e eu já tinha aturado uns 15 minutos do alarme, eu fechei o portão da garagem daqui de cima e o carro desse mesmo vizinho foi amassado.

Isso porque eu tenho vizinhos MEGA preocupados com a segurança, que todo ano querem aumentar um pouco o muro, reforçar a cerca-elétrica, contratar vigia, instalar câmeras etc. num exponencial que eu nem sabia que a indústria de segurança avançava. Não seria mais fácil manter a puerra do portão fechado, simplesmente?
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Sempre respondo ter 19 anos. E já tem seis anos que não tenho mais essa idade. Mas, sabe, essa é uma discussão meio boba. É que a Dr.A. pediu para pensar sobre os motivos que me fazem pensar que até hoje tenho 19 anos. Obviamente, a resposta que ela procura é que eu tô meio estacionada lá até hoje.

Mas não é bem assim, néam? Aquela foi realmente uma idade mágica, sensacional, uma das épocas que eu mais VIVI, mas nesses seis anos aconteceu muita coisa e eu fui me transformando em uma pessoa bem mais bacana, enquanto a prepotência sai aos poucos e a nerdice é cada vez mais assumida, desenvolvi muito minha habilidade social.

Enfim, o que quero dizer é que não me sinto presa nem estagnada, mas se eu continuar fritando sobre isso, certamente mudarei de idéia.

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