Marco,
tomara que você esteja lendo isso ainda. Tomara que eu ainda consiga pelo menos um pouquinho da sua atenção, mesmo que dolorida.
Tem dias em que a gente acorda sem o nosso maior dom, você nunca sentiu isso? Por muitas vezes eu acordei simplesmente sem conseguir colocar as palavras na ordem correta. Por incontáveis ocasiões eu me sentei em frente a um papel e uma caneta e senti como se estivesse naquele primeiro dia de aula do pré-escolar. São dificuldades.
Aí, naquele triste dia daquela triste discussão, eu estava bem brava. Bem brava.
Nesse último mês têm acontecido coisas estranhas na minha vida, como a saudade de um ex-namorado em particular e uma declaração completamente inesperada. Pois é, um amigo virou para mim jurando amor eterno e, quando se deparou com uma resposta negativa, pirou. E fez com que eu pirasse junto. Brigamos várias vezes por isso, desgastamos nossa relação.
E naquele dia eu estava na pilha por esse problema. E não aguentava mais ver você falando aquelas coisas para mim. E você não entendeu que eu só não queria mais OUVIR/LER. E depois eu não ia mais conseguir explicar porque já estava nervosa demais.
E agora eu fico aqui pensando se devo ou não entrar no seu blog e saber como você está. E fico quebrando a minha cabeça para saber o que você anda pensando. Ai droga.
Eu me arrependo de ter falado daquele jeito. E esse é meu jeito de pedir desculpas.
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