_ _ _ _, I MISS YOU TOO MUCH
Minha vontade é de escrever horrores e desabafar tudo. Não, não posso ficar assim. Não posso. Mas fico. E aquele meu velho dilema de just because you can it doesn't mean you should (que traduzido fica uma merda, mas é algo do tipo: só porque você pode não significa que você deva, ou algo do gênero) cai por água a baixo. Mas é assim mesmo. E nem é que tenha algum motivo específico de fato. Pelo menos não recente. E eu quero mais do que tudo me libertar do passado e esquecer aquelas coisas todas que aconteceram a sete, seis anos atrás. Mas não consigo. E os pesadelos voltam. E o pesadelo volta. E me atordoa e me assusta e eu fico apavorada. E Dr. Caramujo diz que até o fim do ano recebo alta. De novo. E até quando essa alta vai durar? Já caiu uma pílula do coquetel. Em junho cai mais uma. E eu tenho medo do que vai acontecer daí em diante. Porque aí sobram só duas. O anti-depressivo número 3 e o calmante/sonífero que não funciona lhufas. Sim, eu percebo que mesmo com as pílulas continuo, mas elas me apóiam de uma maneira. E, acreditem ou não, é melhor com elas. Bah. Tudo é um beco sem saída e é disso que fala o pesadelo. E a autofobia não me larga e eu não consigo largar dela.
"Você é um anjo cafeínico!" Cafecínico? Cafenítido? Cafehíbrido? Café? Cafeína? Nicotina? Nitroglicerina? Anjos... Angel...
Paraíso: inferno. De volta? Não. Não e não. Sim, o perigo me ronda. Mas nunca aconteceu de propósito...

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