SOLTINHA
O tempo todo aqui na agência o rádio fica ligado. E o tempo todo eu agradeço por conviver com poucas pessoas que têm o hábito de ouvir rádio do meu lado.
Sei decoradinho todos os jingles que estão no ar e as vinhetas da rádio, sei o horário que as coisas passam e a ordem dos estados que entram nas chamadas ao vivo. Mas é bem embaraçoso, muito além do normal, essa minha coisa de conhecer a rotina da rádio. Tipo que conversar com o rádio é uma doença que acaba pegando todo mundo que se concentra nas notícias, é inevitável.
Duvida? Sintonize na CBN (em BH, 106.1 FM) por volta das 16h e ouça a entrevista que vem depois do boletim da BBC e normalmente tem algum tema relacionado à saúde. Você também vai ficar ou indignado com as besteiras que se fala ou impressionado com a grosseria do Pioto ou incompleto querendo mais informações. E, acredite em mim, se você ouvir isso todos os dias, eventualmente vai começar a responder. E a parte de debates sobre esportes (de segunda à sexta-feira, às 16h45)? Para mim é ela a mais insuportável. Fico querendo participar da discussão também, fico seca para dar pitaco.
Mas o embaraçoso, ridículo e patético de verdade sempre vem na hora do intervalo. Se nas brincadeiras de "qual é a música?" tivesse uma categoria só de jingles eu ganhava MESMO, nem tinha ninguém para disputar comigo. Eu mato todas na primeira nota. Uma nota é tocada e já está Camila cantando o jingle em voz bem alta e descontrolada, direitinho, fazendo até caras e bocas e de vez em quando me atrevendo a compor uma melodia de segunda voz. É muito bobo.
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