Estou lendo Alta Fidelidade de novo.
Deve ser a quarta ou quinta vez que o leio.
Eu gosto de lê-lo. É fácil, rápido e divertido. E super real.
Eu também me divirto reparando como a cada leitura marco partes totalmente diferentes...

Para me lembrar que estou bem:
"Só agora está começando a me ocorrer que é importante ter algo acontecendo em algum lugar, no trabalho ou em casa, porque se não você só está empurrando as coisas com a barriga. se eu vivesse na Bósnia, o fato de não ter uma namorada me pareceria a coisa mais importante do mundo, mas aqui em Crouch End parece. Você precisa de todo o lastro possível para não sair flutuando por aí; você precisa de gente à sua volta, coisas acontecendo, se não a vida vira um filme onde o dinheiro acabou, e não há cenários, nem locações, nem atores coadjuvantes, só um cara sozinho olhando para a câmera sem ter o que falar, e quem acreditaria nesse personagem, então? eu tenho que colocar mais troços, mais tralha, mais detalhes aqui porque no momento eu estou correndo o risco de cair no abismo."

Para me lembrar como sou chata:
"No que se diz respeito a namoradas, porém, é muito mais complicado ser consistentemente honrado. Uma hora você está perfeito, lavando a privada e expressando seus sentimentos e fazendo todas as outras coisas que um sujeito moderno deve fazer; dois minutos depois, você é um manipulador e mal-humorado e falso e mentiroso com as melhores garotas. Não pode dar certo."

HORNBY, Nick. Alta Fidelidade. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

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