A matéria de capa da Carta Capital dessa semana fala sobre a expansão exagerada dos cursos "superiores" de Administração e Direito no país.
Com o aumento absurdo de instituições de ensino particulares e com a política completamente cega do Ministério de Educação e Cultura de priorizar autorização para cursos de ensino superior com base na demanda de estudantes ao invés de ficar atento na inovação de cursos e nas tendências tecnológicas do mercado, o Brasil conta hoje com um excesso de administradores e bacharéis em direito impossível de ser absorvido nos escritórios.
Impossível de ser absorvido tanto pelo excesso mesmo quanto pela baixa qualidade de profissionais. Está certo que não é a faculdade que forma o profissional (no Brasil, nunca foi assim), mas o crescente número de reprovados no exame da OAB é assustador!
Semana passada me ocupei com um trabalho de faculdade de um estudante de administração em uma dessas faculdades genéricas que eu nunca tinha ouvido falar o nome. Fiquei a semana inteira formatando e editando uma colagem de textos que o dono do trabalho fez.
Hoje, chegou o resultado: o trabalho perdeu pontos porque havia um símbolo que o professor não sabia identificar. E eu pensando Aimeudeus deixei passar alguma letra grega, que bosta! Mas não era nada disso. O professor implicou com o seguinte sinal:
(...)
E o aluno não soube defendê-lo. É isso mesmo, brava gente brasileira! Temos professores (e alunos) universitários que não sabem o que significa reticiências entre parênteses! (nego-me a explcar)
E na tal matéria da Carta Capital, ainda tem um bacharel em Direito que acha errado ter que fazer prova para poder exercer a profissão!!!!!!!!! (Eu poderia usar toda a memória do computador em exclamações para tentar exprimir meu espanto e minha vergonha sem sucesso.)
Enquanto isso, eu encho a cara de café e recebo um 13º salário gordo para disperdiçar todo o meu potencial porque é a única coisa que paga e no Japão as faculdades de engenharia (principalmente as de tele-comunicação) têm a maior fila do país de olhinhos puxados... tsc tsc tsc...
[...]Continue
Com o aumento absurdo de instituições de ensino particulares e com a política completamente cega do Ministério de Educação e Cultura de priorizar autorização para cursos de ensino superior com base na demanda de estudantes ao invés de ficar atento na inovação de cursos e nas tendências tecnológicas do mercado, o Brasil conta hoje com um excesso de administradores e bacharéis em direito impossível de ser absorvido nos escritórios.
Impossível de ser absorvido tanto pelo excesso mesmo quanto pela baixa qualidade de profissionais. Está certo que não é a faculdade que forma o profissional (no Brasil, nunca foi assim), mas o crescente número de reprovados no exame da OAB é assustador!
Semana passada me ocupei com um trabalho de faculdade de um estudante de administração em uma dessas faculdades genéricas que eu nunca tinha ouvido falar o nome. Fiquei a semana inteira formatando e editando uma colagem de textos que o dono do trabalho fez.
Hoje, chegou o resultado: o trabalho perdeu pontos porque havia um símbolo que o professor não sabia identificar. E eu pensando Aimeudeus deixei passar alguma letra grega, que bosta! Mas não era nada disso. O professor implicou com o seguinte sinal:
E o aluno não soube defendê-lo. É isso mesmo, brava gente brasileira! Temos professores (e alunos) universitários que não sabem o que significa reticiências entre parênteses! (nego-me a explcar)
E na tal matéria da Carta Capital, ainda tem um bacharel em Direito que acha errado ter que fazer prova para poder exercer a profissão!!!!!!!!! (Eu poderia usar toda a memória do computador em exclamações para tentar exprimir meu espanto e minha vergonha sem sucesso.)
Enquanto isso, eu encho a cara de café e recebo um 13º salário gordo para disperdiçar todo o meu potencial porque é a única coisa que paga e no Japão as faculdades de engenharia (principalmente as de tele-comunicação) têm a maior fila do país de olhinhos puxados... tsc tsc tsc...



