Merece a indicação ao Oscar. E muito. E o Steven Spielberg também merece a indicação de direção, extrapolou completamente seus limites. No universo de Spielberg, as críticas normalmente são feitas com as pontas dos dedos e você sabe direitinho quem é bome quem é mau. Mas Munique não é um filme didático.

A complicada trama é bem executada, filmada, fotografada e musicada. Usando uma câmera muito nervosa e a fotografia muito similar à tendência da época em que se transcorre o filme, granulação e cores muito parecidas com os álbuns de foto da minha mãe. Mas Munique não é um filme de arte.

A caracterização é legal, o Eric Bana, para variar, está ótimo e falando um inglês com um sotaque delicioso. Os outros também são todos muito bons; no filme, ao todo são três personagens femininos. Destaque para o ingênuo fabricante de bombas e Louie, francesinho ciumento engomadinho. Mas munique não é um filme emocional.


Você deve assistir. Eu vou estudar mais política internacional. Todos nós deveríamos calar a boca antes de falar qualquer merda sobre o conflito em Israel, esse é o tipo de briga em quem ninguém pode meter o bedelho, ninguém tem o direito de reclamar nada, nem falar o que é certo. E nisso Spielberg acertou, não colocou auréola nem chifrinho na cabeça de ninguém. Munique é um filme político.

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