Entrar sem expectativas no cinema e sair pulando de alegria por ter visto um filme maravilhoso é uma das razões para as quais eu vivo. E a razão para filmes ruins existirem (e, conseqüentemente, para que nós os assistamos) é que a essa sensação de alegria depois de um filme bom é elevada à décima potência.


O Plano Perfeito é um filme ótimo, cheio de pontos fortes: um casting magnífico, créditos iniciais muito bem resolvidos graficamente, diálogos muito estruturados, personagens bons, roteiro costuradinho etc. etc. etc.
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Sabe quando alguém pede para você olhar uma coisa no computador e fica nas suas costas e literalmente tira o mouse à força da sua mão?

Pois é, não suporto.
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Em cinco, dou dois. Achei o filme bem chato. Talvez se eu tivesse assistido no cinema, teria conseguido ficar na frente da tela durante as duas horas e cinquenta minutos de filme. Mas, como eu estava em casa, sem nenhuma companhia para me segurar na sala, dei altas voltinhas.

Não tem jeito, o Leonardo DiCaprio nasceu para interpretar adolescentes. O filme teoricamente representa 20 anos da vida do legendário Howard Hughes, mas durante toda a película, Leo parece (como sempre) um bebê chorão.

E outra, pelo pouco que eu conhecia da vida de H.H., ele seria uma personalidade que eu admiraria, mas depois de assistir o filme (e principalmente por causa de um dos piores finais que eu lembro ter visto), fiquei morrendo de preguiça do cara, nem me interessei em pesquisar mais da vida dele.

A nota dois é só por causa da Cate Blanchet, que é uma boa atriz em um papel interessante; e por causa de UM diálogo na casa dos Hepburn, em que o multi-milionários, sentindo-se acossado pela pressão da família da namorada, faz um mini-discurso defendendo que a tal família só não liga para dinheiro porque nunca teve de lutar por ele. Identifiquei-me com a cena e com a posição. E não achei nada hipócrita, porque ele realmente lutava pelo próprio dinheiro, levando às últimas conseqüências a filosofia de que só se ganha dinheiro ao se gastar dinheiro...
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A coisa mais interessante, ou pelo menos mais peculiar, da sessão de cinema com certeza estava na audiência: Bruno e eu nos retorcendo em um ataque de risos durante uma parte meio séria do filme.

"Screw you, Jack!"
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Eu sinto que eu fiz de tudo para ficar bem aqui, mas não tem jeito. Não consigo viver no século 18, não consigo. Chega. O limite estourou.
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Eu sei que existem pessoas que ainda vivem na idade da pedra. Eu sei que existem pessoas que não desenvolvem a mente em nada desde o momento do nascimento. Eu sei que há conceitos que perduram desde que gente é gente. Eu sei, eu sei.

Mas pelamordedeus será que os homens não aprendem que zombar de cólica menstrual é pedir por um tapa na cara? Será que homens não conseguem acompanhar um calendário e lembrar que mais ou menos em um intervalo de 30 em 30 dias as mulheres reclamam das mesmas coisas? Será que é impossível saber que a gente SOFRE de verdade com essa merda de menstruação que não servem para absolutamente nada além de levar todo mundo à loucura? Será mesmo que homem é um bicho tão burro? Será?
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Eu gosto de conhecer os pares dos meus amigos. Em geral, porque se uma pessoa é minha amiga, sua "outra metade" também tem tudo para ser minha amiga. Faz sentido para vocês? Por exemplo o Bruno e a Cecília. Conheci o Bruno muito antes de conhecer a Ceci, mas mesmo antes já tinha certeza que ela seria ma pessoa ótima, afinal de contas, se o Bruno que é uma pessoa maravilhosa tem a Ceci como sua companheira de vida, coisa ruim ela não deve ser. Salvo raras excessões, essa é a lógica para mim. Então, para mim não faz sentido você ser super amigo de uma pessoa "x" e super inimigo de uma pessoa "y" se "x" e "y" são casados há "n" anos
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Se eu não tivesse nenhum amigo, eu não teria a quem apontar a culpa pela minha solidão.
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LOST - Segunda Temporada
AXN
Estréia dia 6 de Março, às 21h.
Reprises: Terça: 11h e 16h. Domingo, 20h
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"Nossa, Camila, tudo o que você usa tem que ser vermelho?"
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Mais uma vez algo que o Pedro escreve me motiva. Nesse post ele diz que escrever críticas de filme "é apenas uma maneira exercitar seu ego exibindo sua opinião, como se ela fosse muito interessante", o que é muito similar com o que eu penso. Tinha decidido manter aqui no blog o registro dos filmes que eu vejo (já que têm sido tantos) para eu não esquecer que vi, do que gostei ou deixei de gostar, e conseguir achar rapidamente alguma referência que possa ser necessária no futuro. Mas depois de algumas coisas publicadas, eu pensei que estava sendo pedante e desinteressante, escrevendo a MINHA opinião em um lugar tão público e me mantive no registro escrito à mão aleatoriamente na agenda, nas costas do ingresso do filme ou em qualquer outro lugar que será esquecido como os dois anteriores. Mas aí, no mesmo post, o mesmo Pedro reclamou de uma coisa que eu não achou nem um pouco justa sobre o "Johnny e June" e agora eu vou publicar uma enxurrada de "críticas" sobre os últimos filmes que assisti. Percebi que TALVEZ a minha opinião importe SIM, pelo menos eu acho que passar informação para frente é um bem que presto à população em geral, mesmo que a massa não tenha o mínimo interesse por esse esquecido blog. E tenho dito.
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