Em cinco, dou dois. Achei o filme bem chato. Talvez se eu tivesse assistido no cinema, teria conseguido ficar na frente da tela durante as duas horas e cinquenta minutos de filme. Mas, como eu estava em casa, sem nenhuma companhia para me segurar na sala, dei altas voltinhas.

Não tem jeito, o Leonardo DiCaprio nasceu para interpretar adolescentes. O filme teoricamente representa 20 anos da vida do legendário Howard Hughes, mas durante toda a película, Leo parece (como sempre) um bebê chorão.

E outra, pelo pouco que eu conhecia da vida de H.H., ele seria uma personalidade que eu admiraria, mas depois de assistir o filme (e principalmente por causa de um dos piores finais que eu lembro ter visto), fiquei morrendo de preguiça do cara, nem me interessei em pesquisar mais da vida dele.

A nota dois é só por causa da Cate Blanchet, que é uma boa atriz em um papel interessante; e por causa de UM diálogo na casa dos Hepburn, em que o multi-milionários, sentindo-se acossado pela pressão da família da namorada, faz um mini-discurso defendendo que a tal família só não liga para dinheiro porque nunca teve de lutar por ele. Identifiquei-me com a cena e com a posição. E não achei nada hipócrita, porque ele realmente lutava pelo próprio dinheiro, levando às últimas conseqüências a filosofia de que só se ganha dinheiro ao se gastar dinheiro...

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