"Domingo", uma e meia da manhã e eu estou na internet, no segundo andar de uma casa na qual outras pessoas jogam RPG no andar de baixo, enquanto eu tomo uma cerveja e fumo um cigarro aqui. Meio estranho meu programa, não? Mas estou me divertindo. E sendo útil! Traduzi um artigo na Wikipedia sobre a banda Cap'n Jazz e agora estou fazendo o mesmo com artigos adjacentes. Iei!
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Tem uma música do Biquini Cavadão na minha pasta! SOCOOOORRRO! Quem será que fez isso?
Depois tenho que falar do martírio que foi comprar um maiô do meu tamanho.
Ah! Acho que hoje será uma noite de posts igual antigamente, quando eu usava o blog para vomitar idéias!
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Depois tenho que falar do martírio que foi comprar um maiô do meu tamanho.
Ah! Acho que hoje será uma noite de posts igual antigamente, quando eu usava o blog para vomitar idéias!

Apesar de ser um filme visualmente bonito, "Memórias de uma Gueixa" me deixou muito decepcionada. Tudo o que era tão fantástico, sutil, enigmático e feito muito às escondidas no livro é escancaradamente explicadinho no filme e o grande segredo do enredo é revelado antes mesmo dos espectadores se darem conta de que há um segredo.
Eu pensei que por não ser tão ligada às minhas "raízes" japonesas, não me incomodaria a ofensa das principais atrizes serem coreanas e chinesas, mas incomodou. Principalmente porque aquelas personagens retratadas na tela não se vestiam, não se maquiavam, não penteavam os cabelos e (principalmente) não andavam como gueixas.
Mas, mesmo assim, vale a pena alugar o DVD ou ficar atento para a transmissão na TV a Cabo, não se fica entediado no filme.
Mas eu não acredito em nenhum designer que goste de axé e pagode.
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Nenhum relacionamento interpessoal chega a um ódio que só parece solucionável por morte através de iniciativa ou indisposição de uma única pessoa.
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Nem todo mundo acredita que eu tenho alergia a calor, literalmente. Mas é verdade. Nesse momento, estou com a pele irritado em todos os lugares que tem dobras, inclusive lugares visíveis. Não é legal, não. Estou num desespero! Quase rezando para o frio chegar.
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Corro o risco de soar muito cruel agora, mas realmente tem gente que não merece ter filho. Eu conheço bem umas cinco pessoas que seriam péssimos pais. Vou falar sobre uma, só uma.
Fulana mora junto com Ciclano tem quase cinco anos. Uma grande diferença de idade entre os dois e a família anterior de Ciclano são as principais fontes de problemas no "casamento". No decorrer do relacionamento, os dois trocaram de papéis: Fulana, antigamente a mais apaixonada do casal, agora pensa mais no conforto material que Ciclano lhe proporciona; e Ciclano, que antes encarava isso tudo como uma farra, agora quer casar de verdade e fazer tratamentos de reversão de vasectomia. Fulana se nega a casar, assumindo abertamente que o motivo é que casando agora perde o direito a tudo o que Ciclano comprou durante esses quatro anos que caracterizam estado de concubinato.
Fulana não merece ter filhos e pronto. Tantos são os motivos para isso que fiquei com preguiça de acabar o post. Tanta a preguiça que tenho dela...
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Fulana mora junto com Ciclano tem quase cinco anos. Uma grande diferença de idade entre os dois e a família anterior de Ciclano são as principais fontes de problemas no "casamento". No decorrer do relacionamento, os dois trocaram de papéis: Fulana, antigamente a mais apaixonada do casal, agora pensa mais no conforto material que Ciclano lhe proporciona; e Ciclano, que antes encarava isso tudo como uma farra, agora quer casar de verdade e fazer tratamentos de reversão de vasectomia. Fulana se nega a casar, assumindo abertamente que o motivo é que casando agora perde o direito a tudo o que Ciclano comprou durante esses quatro anos que caracterizam estado de concubinato.
Fulana não merece ter filhos e pronto. Tantos são os motivos para isso que fiquei com preguiça de acabar o post. Tanta a preguiça que tenho dela...
Antigamente eu lia um blog aí. E tentei ser amiga do autor. Amiga mesmo, não havia segundas intenções (até mesmo porque não poderia haver). Eu simplesmente achava ele interessante e queria ser amiga dele, mas ele não quis. Até suspeito que tenha mudado o endereço do blog por causa das minhas tentativas incessantes de aproximação (oh, ego inflamado, contenha-se!). Bom, enfim, eu achava que a gente combinava. Achava que funcionaríamos como amigos, mas aparentemente eu não era boa o bastante para ele.
Sei lá quantos anos depois eu queria ser uma mosquinha telepata instalada dentro da cabeça dele para saber o que ele sentiu quando descobriu que poderia ter chegado onde está muito mais rápido e ter tido uma certa amizade mais considerativa construída em tempos mais confiáveis se não tivesse me achado uma caloura burra e superficial. Ah, como eu queria!...
Não que eu teria mudado a vida dele. Duh! O ego é grande mas não de deus. Na época eu era uma caloura burra e ele um indefinido e só o tempo fez com que mudássemos. A diferença é que eu mudei com uma companhia que ele não teve.
E depois ele foi surpreendido, néam?! E hoje eu me divirto calada em público quando ele finge que não me conhece, enquanto ele fica se contorcendo. Não sei porque se contorce, mas a cara é de contorcido.
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Sei lá quantos anos depois eu queria ser uma mosquinha telepata instalada dentro da cabeça dele para saber o que ele sentiu quando descobriu que poderia ter chegado onde está muito mais rápido e ter tido uma certa amizade mais considerativa construída em tempos mais confiáveis se não tivesse me achado uma caloura burra e superficial. Ah, como eu queria!...
Não que eu teria mudado a vida dele. Duh! O ego é grande mas não de deus. Na época eu era uma caloura burra e ele um indefinido e só o tempo fez com que mudássemos. A diferença é que eu mudei com uma companhia que ele não teve.
E depois ele foi surpreendido, néam?! E hoje eu me divirto calada em público quando ele finge que não me conhece, enquanto ele fica se contorcendo. Não sei porque se contorce, mas a cara é de contorcido.
Minha playlist do audioscrobbler apresenta algumas coisas que nem eu sei o que são. Ou eu tenho ouvido demais as rádios audioscrobbler ou eu tenho músicas que desconheço completamente ou cada computador entende os arquivos de maneira diferente. Mas nada disso é importante, eu só assustei com caracteres chineses aparecendo na minha lista sendo que eu não escuto música chinesa. Ou achava que não escutava, néam?!
Preciso de amigos de audioscrobbler, inclusive, interessados?
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Preciso de amigos de audioscrobbler, inclusive, interessados?
Está difícil. E cada vez mais difícil. As pessoas perguntam sorridentes e não esperam resposta negativa para o "tudo bem?" E eu até tendo responder que sim e dar um sorriso, mas está cada vez mais difícil. Não que esteja tudo uma bosta ou que tenha uma notícia ruim para dar. Mas o clima é tenso.
E aparentemente no fim das contas tudo se resume ao eterno problema de solidão no meio da multidão, que deixa todo mundo carente e cobrando mais atenção de tudo e de todos. E ao mesmo tempo o convívio social fica cada vez mais difícil porque eu não consigo sorrir e falar tudo bem e fico sem jeito de contar o drama da minha vida para quem está tão por cima. Não tem como ser feliz agora.
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E aparentemente no fim das contas tudo se resume ao eterno problema de solidão no meio da multidão, que deixa todo mundo carente e cobrando mais atenção de tudo e de todos. E ao mesmo tempo o convívio social fica cada vez mais difícil porque eu não consigo sorrir e falar tudo bem e fico sem jeito de contar o drama da minha vida para quem está tão por cima. Não tem como ser feliz agora.
Merece a indicação ao Oscar. E muito. E o Steven Spielberg também merece a indicação de direção, extrapolou completamente seus limites. No universo de Spielberg, as críticas normalmente são feitas com as pontas dos dedos e você sabe direitinho quem é bome quem é mau. Mas Munique não é um filme didático.A complicada trama é bem executada, filmada, fotografada e musicada. Usando uma câmera muito nervosa e a fotografia muito similar à tendência da época em que se transcorre o filme, granulação e cores muito parecidas com os álbuns de foto da minha mãe. Mas Munique não é um filme de arte.
A caracterização é legal, o Eric Bana, para variar, está ótimo e falando um inglês com um sotaque delicioso. Os outros também são todos muito bons; no filme, ao todo são três personagens femininos. Destaque para o ingênuo fabricante de bombas e Louie, francesinho ciumento engomadinho. Mas munique não é um filme emocional.

Você deve assistir. Eu vou estudar mais política internacional. Todos nós deveríamos calar a boca antes de falar qualquer merda sobre o conflito em Israel, esse é o tipo de briga em quem ninguém pode meter o bedelho, ninguém tem o direito de reclamar nada, nem falar o que é certo. E nisso Spielberg acertou, não colocou auréola nem chifrinho na cabeça de ninguém. Munique é um filme político.
Nesse mesmo dia, três anos atrás, eu inventei esse blog. Três anos de petulância assim, descarada, escancarada e por vezes mal educada. Somado aos outros três anos de outros blogs, faço isso há seis anos. Em todos os blogs que tive na vida, já ultrapassei as três mil postagens (essa é a número 905 no petulância), o que normalmente significará que colaborei para entulhar a internet de besteiras e de pensamentos que provavelmente não contribuirão com o futuro de ninguém (além do meu).
Mas fiz amigos. Li e vi coisas que contribuiram muito para aumentar meu conhecimento (mesmo que de "cultura inútil"); abrir a minha mente para mundos completamente novos; entender como o etnocentrismo existe e me esforçar para não praticá-lo; melhorar minha auto-estima; perceber que não estou sozinha: nesse mundo de loucos, tem muito maluco parecido comigo. Ganhei um homem. O meu homem. É, nos conhecemos através de blog, um observando o outro.
Comecei a ler meus arquivos outro dia e me deu um enjôo indescritível, parecia outra pessoa de tão clara a expressão do meu espírito na época. Sei lá, é coisa de aniversário mesmo: vai dando aquela tristeza mórbida da certeza do envelhecimento e a saudade das épocas anteriores, mesmo que elas sejam piores, sabe?
É isso. Tá registrado.
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Mas fiz amigos. Li e vi coisas que contribuiram muito para aumentar meu conhecimento (mesmo que de "cultura inútil"); abrir a minha mente para mundos completamente novos; entender como o etnocentrismo existe e me esforçar para não praticá-lo; melhorar minha auto-estima; perceber que não estou sozinha: nesse mundo de loucos, tem muito maluco parecido comigo. Ganhei um homem. O meu homem. É, nos conhecemos através de blog, um observando o outro.
Comecei a ler meus arquivos outro dia e me deu um enjôo indescritível, parecia outra pessoa de tão clara a expressão do meu espírito na época. Sei lá, é coisa de aniversário mesmo: vai dando aquela tristeza mórbida da certeza do envelhecimento e a saudade das épocas anteriores, mesmo que elas sejam piores, sabe?
É isso. Tá registrado.