Sofro com a dor dos meus. Agora mesmo, está o coraçãozinho dela apertado do lado de lá e o meu do lado de cá. Mas enquanto o dela está procurando dentro de si razões para o mal, o meu está aqui puto, indignado, raivoso, amargurado, destilando um ódio verde sem fim. E é raiva do real culpado pela situação e é raiva dela também, que não faz idéia da metade da jóia que é.

E como em todas as situações do mundo, ainda é possível tirar uma frase do contexto e dar um real sentido para ela, muito do que está acontecendo com ela hoje me lembra de situações que ocorreram no passado (não é a situação que você quer rebater o auto-machismo e eximir mais um imbecil de culpa não, viu, gatah, pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque eu não vou deixar você levar essa desculpa para a frente não).

É que lá em 2003, quando escrever ainda era, para mim, tirar tudo o que estava se passando dentro do meu coração direto para o primeiro suporte "físico" que eu encontrasse, quando eu ainda escrevia sem parágrafo, sem edição, sem racionalizar tudo, quando eu escrevia coisas que até hoje me emocionam, lá nessa época eu escrevi uma coisa para uma outra amiga minha. E cabe agora, então eu vou colar aqui de novo.

E vem aquela onda de insegurança e balança seu mundo, não é amiguinha? E você fica odiando cada detalhe do seu corpo. E odeia todos os outros que você acha bonito. E fica pesada, e é difícil de lhe confortar. E você busca conselhos, amiga. Mas busca só por obrigação, porque você sabe que não vai seguir nenhum deles. E os conselhos dizem: não! não! Mas você não está nem aí! Grita um sim gigantesco e vai e faz a mesma burrada de novo. Ah, amiga, você acha que você precisa daquilo tudo. E então você se veste com todos os apetrechos para chamar mais a atenção dos outros, só que nada disso funciona. Você finge ser uma pessoa que não é e faz coisas que não são do seu feitio. Mas se alguém lhe confrontar, você vai jogar na cara desse alguém que ele não lhe conhece e que você nunca faria nada para chamar a atenção de ninguém. E você chora, querida. Chora escondida no banheiro. E continua chorando escondida até o momento que percebe que derramar lágrimas no escuro nunca vão suprir a sua carência. Então você começa a chorar em público, a manchar sua maquiagem e a fazer feia toda aquela imagem que você aprontou bonita. E as pessoas tentam te ajudar, mas nada adianta de nada. O problema que nasce dentro de você é você quem tem que resolver. E na verdade você sabe de tudo isso. Mas você continua achando que precisa de tudo aquilo. E como a atenção que você chama não se sobressai, e quando você encontra alguém com mais carisma, você começa a fazer coisas ainda menos suas. Você se assusta com as suas atitudes, mas tem que manter a pose. Depois disso, seu sono é difícil e você se sente mal consigo mesma constantemente. E se assusta facilmente. E chora mais, amiga. E meu peito fica apertadinho de ver você chorando assim, mas eu sei que não posso fazer nada. Se a merda é sua, você tem que limpar. E aí você começa a colocar desculpas, começa a rir dos seus problemas, banalizando tudo que é tão influente no seu bem-estar. Passa a pôr a culpa nos outros. E o ódio aumenta. Mas só você sabe que esse ódio todo não é para ninguém mais além de você. Ai, amiga! Você sofre tanto. E na verdade tudo que você precisava era da dose certa de carinho? Nada disso! Quanto mais carinho você ganhar (pelos motivos errados), mas carinho você vai pedir. E ninguém tem tanto carinho assim para dar de graça. E você coloca a culpa nas pessoas e diz que se alguém próximo a você precisasse de carinho você daria muito mais do que o necessário. Mas é mentira, amiga! Você sabe disso, não sabe? Tem alguém aí do seu lado precisando de carinho. Alguém que é tudo no seu mundo, alguém que mais do que ninguém merece consideração. Você sabe de quem eu estou falando, né, amiga? É de você. E que carinho você tem se dado? Nenhum. Fica aí pelo mundo mendigando o amor dos outros quando é incapaz de se amar. E, lembra que eu falei que você só precisava de um amor, de um carinho? Então, amiga. É do seu. Eu sei que é difícil agora, eu sei o lixo que você está se sentindo agora, amiga. Mas, pela sua saúde, pela nossa amizade, por Jesus, sei lá, arranja um motivo qualquer aí, por você, cara! Por você, pára de achar que você precisa disso ou daquilo. Você precisa de ar, água e amor-próprio. E só. Pára de se fazer dependente de outras coisas e pessoas, pára de se iludir, amiguinha! Bem vinda ao mundo real! Bem que eu queria poder ajudar você, mas aqui a única arma que você tem é a pessoa que vê no reflexo do espelho.


Porque por mais que seja ultrapassado, eu ainda me sinto da mesma maneira. E é lavando e sacudindo que a gente se livra de areia.
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Estava aqui contando como a minha avó é trouxa porque não quis ir numa viagem que meu tio queria dar para ela até Okinawa, sua cidade natal. E eu comecei o caso bem assim: "Olha só como a minha avó é trouxa." No que o pessoal logo protestou que eu não poderia tratar a minha avó assim.

Logo em seguida, pedi ajuda para o chefe sobre como responder um e-mail de um cliente raivoso. Aí ele falou um monte de verdades com palavras nada gentis e, no fim, falou: "você fala isso, mas com toda a essa delicadeza que você tem". E a outra: "isso de uma pessoa que acabou de chamar a vó de trouxa".
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Camila: acabei de ter uma conversa mto interessante com deus

Bruno: Serio? e o que ele disse? 'Use Linux'?

Camila:
"Me: Do you love me?
----------------long pause--------------------------------
God: Yes I love everyone.
Me: Where is Satan?
God: Where it is hard to find. There might be more than one.
Me: Is there one near me?
God: There could be.
Me: I'm gonna find Satan.
God: I am very happy for you.
Me: I didn't know you were friends
God: So I taught you something new.
Me: And something you do not say on the Biblie.
God: What?
Me: You know the Biblie?
God: You tell me.
Me: I thought you wrote that.
God: That's good information: said I wrote that."

Bruno: hmmmm... tecnicamente os evangelistas escreveram a biblia

Bruno: Foi Ala que escreveu (ditou) ou Corao

Camila: é, eu queria discutir isso com ele, mas ele travou saqui. se vc quiser continuar o papo, ele tá aqui.
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Me convidei Fui convidada a escrever para o Solteiros.org na semana passada. É um blogue onde alguns solteiros escrevem sobre suas aventuras na solitária vida de quem NÃO tem um significant-other. Aí escrevi um post aqui no Petulância por força de hábito e só depois percebi que é bem mais apropriado para o Solteiros.org, então foi para lá. Clica e lê!
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Não dá para controlar o vento. Nem nunca foi meu intuito. Mas dá para controlar como o vento bate no seu corpo, e isso já é legal demais. Porque tem hora que ele bate legal, e tem hora que ele traz seu cabelo todo para a frente do seu rosto. Com um simples movimento do corpo, você controla isso.

Tem também aquele ventinho bom de sentir só na hora de ir embora, mas que te incomoda o resto do tempo todo. Mas na hora de ir embora, aquele ventinho na cara, aquele gostinho de vida, de frescor, humm.

Fico pensando o que mais parece incontrolável à primeira vista, mas que com apenas uma mudança de ponto de vista fique super agradável. Será que eu consigo trazer isso para relacionamentos?
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