'There are three things, and three things only, that can lift the pain of mortality and easy ravages of life,' said Spider. 'These three things are wine, women and song.'Neil Gaiman. Anansi Boys.
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Apesar da solidão da garota sentada em frente ao computador com os dedos percorrendo velozmente os teclados estar presente nos dois quadros, a imagem da tarde era bem diferente do que vemos agora nessa avançada madrugada.
Se de tarde a sala vazia e gelada pelo ar condicionado apontava um horizonte de trânsito e chuva, o calor absurdo desta noite de inverno de 2009 é só mais um dos fatores que colaboram para mais uma noite de insônia improdutiva.
Reconhecer o fim não é fácil, nunca foi. Sempre acabamos com um vácuo a nos percorrer por toda a rotina. Desde o telefone que não toca com palavras de afeto até o sanduíche com molho verde que se tornou o favorito, todos os pequemos momentos te levam a uma certeza de que toda a felicidade possível já está esgotada, o que leva a uma necessidade de real reforma e restauração.
Mas como diz o sábio "manual de como reagir a um pé na bunda" da minha amiga Gabi, por mais nublado que a visão esteja agora, minha felicidade não está nas mãos de ninguém e tentar consertar o que já deu errado é um equívoco que leva a outro. Mas não é a falta da felicidade que me incomoda profundamente. É a parte do sonho.
Acho que a pergunta real que sobra no fundo é: quando um sonho seu morre, o que acontece com todos os outros?
A parte dos planos que caminhavam lado a lado. Até então, tinha na minha cabeça a convicção de que se X desse certo, todo o resto daria. Pois então, eis que X foi pro saco, deu errado, I`m sorry baby, I`m NOT gonna be back.
E agora todo o resto balança numa ingrata corda bamba.
Pra continuar andando na corda, tenho que continuar carregando comigo o vácuo de tudo o que a gente fez junto enquanto éramos um e, com isso, carregar por um tempo muito maior toda a dor, criando uma ferida muito mais profunda.
Mas cair da corda significa abandonar um longo caminho, indescritível, que faz um ano parecer uma década.
Enquanto a equilibrista aqui tenta parar o ciclo de desconsolo, falemos de filmes, músicas, livros e tudo o mais que realmente interessa nessa vida.

[...]Continue
Se de tarde a sala vazia e gelada pelo ar condicionado apontava um horizonte de trânsito e chuva, o calor absurdo desta noite de inverno de 2009 é só mais um dos fatores que colaboram para mais uma noite de insônia improdutiva.
Reconhecer o fim não é fácil, nunca foi. Sempre acabamos com um vácuo a nos percorrer por toda a rotina. Desde o telefone que não toca com palavras de afeto até o sanduíche com molho verde que se tornou o favorito, todos os pequemos momentos te levam a uma certeza de que toda a felicidade possível já está esgotada, o que leva a uma necessidade de real reforma e restauração.
Mas como diz o sábio "manual de como reagir a um pé na bunda" da minha amiga Gabi, por mais nublado que a visão esteja agora, minha felicidade não está nas mãos de ninguém e tentar consertar o que já deu errado é um equívoco que leva a outro. Mas não é a falta da felicidade que me incomoda profundamente. É a parte do sonho.
Acho que a pergunta real que sobra no fundo é: quando um sonho seu morre, o que acontece com todos os outros?
A parte dos planos que caminhavam lado a lado. Até então, tinha na minha cabeça a convicção de que se X desse certo, todo o resto daria. Pois então, eis que X foi pro saco, deu errado, I`m sorry baby, I`m NOT gonna be back.
E agora todo o resto balança numa ingrata corda bamba.
Pra continuar andando na corda, tenho que continuar carregando comigo o vácuo de tudo o que a gente fez junto enquanto éramos um e, com isso, carregar por um tempo muito maior toda a dor, criando uma ferida muito mais profunda.
Mas cair da corda significa abandonar um longo caminho, indescritível, que faz um ano parecer uma década.
Enquanto a equilibrista aqui tenta parar o ciclo de desconsolo, falemos de filmes, músicas, livros e tudo o mais que realmente interessa nessa vida.

[A música que dá título ao post é do Wado e você pode baixar o disco na íntegra no site dele.]
"se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar."
de José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira
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de José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira

"Stories are like spiders, with all their long legs, and stories are like spider-webs wich man gets himself all tangled up in but wich look so pretty when you see them under a leaf in the morning dew and in the elegant way that they connect to one another, each to each."Neil Gaiman in Anansi Boys

As imagens são fruto de uma pesquisa que alimentou aranhas com moscas cheias de drogas, veja tudo aqui.
HÁ 10 ANOS:1. Comecei o segundo grau.
2. Namorava o primeiro Rafael da minha vida.
3. Treinava vôlei diariamente e nadava três dias por semana.
4. Conheci o Lipe e, no mesmo dia, chorei e escrevi uma música com ele.
5. Ganhei o apelido de “Mi”.
HÁ 5 ANOS:1. Fiz nove matérias em um semestre e decidi que Relações Públicas não seria minha única profissão.
2. Inaugurei esse blogue.
3. Já conhecia a Sarah, apesar da gente não ser tão íntima ainda.
4. Pintava o cabelo de vermelho e as unhas de preto.
5. Passei os últimos dois meses de internação da minha vida.
HÁ 2 ANOS:1. O pior emprego do mundo.
2. O melhor namoro do mundo.
3. Cinema toda quarta-feira.
4. Li Caio Fernando Abreu doentiamente.
5. Corte de cabelo cooool.
HÁ 1 ANO:
1. Sou solteira.
2. Decidi começar a estudar Jornalismo.
3. Perdi minha câmera fotográfica e dois telefones celulares.
4. Gastei dinheiro como se não tivesse fim.
5. Cabelos pretos, unhas vermelhas e muito rock’n’roll demais até além da conta.

ONTEM:
1. Estava bêbada e dançando às 5h
2. Cheguei em casa às 8h
3. Dormi até 18h
4. Assisti Battlestar Galactica s04e10 de novo e me emocionei, de novo.
5. Fui ler um capítulo de Anansi Boys e acabei dormindo a noite inteira.
HOJE:

1. Acordei cedo.
2. Coloquei muitas fotos no Flickr.
3. Decidi quem é o personagem principal da história que estou escrevendo.
4. Li um monte de posts antigos desse blogue, por causa desse meme.
5. Vou encher os pneus da bicicleta.
AMANHÃ EU VOU:
1. Pintar o cabelo.
2. Chegar cedo no trabalho.
3. Publicar um texto no Solteiros.org
4. Devolver a câmera do R2.
5. Fazer um peixe recheado de almoço.
CINCO COISAS DAS QUAIS NÃO POSSO VIVER SEM:
1. Livros.
2. Rock.
3. Amigos.
4. Internet.
5. Sorvete.
CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM R$1.000:
1. Câmera fotográfica.
2. All Star xadrez.
3. Cama nova.
4. Smart phone.
5. iPod Touch.
CINCO MAUS HÁBITOS:
1. Fumar.
2. Beber.
3. Procrastinar.
4. Dramatizar.
5. Desistir.
CINCO PROGRAMAS DE TV:
1. Battlestar Galactica
2. Seinfeld
3. Six Feet Under
4. Two and a Half Men
5. Grey’s Anatomy
CINCO COISAS QUE ME ASSUSTAM:
1. O futuro.2. Segredos.
3. Amor.
4. Aves.
5. Medo.
CINCO LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS:
1. Tóquio
2. Londres
3. Amsterdam
4. Istambul
5. New York
Eu leio livros no ônibus. Eu pego flyers na rua e guardo dentro de livros. Aí que eu estava no ônibus lendo um livro e caiu um monte de panfleto da Marcha da Maconha no chão. Assim que conseguiu entender o que era o panfleto, o velho que catou tudo pra mim chamou o policial que estava lá no fundo do ônibus e or-de-nou que eu fosse presa.
Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!
Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.
O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
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Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!
Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.
O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
Depois de quase uma hora revirando a livraria, achei um livro do Nick Hornby por R$25. Li 20 páginas. Já compensou o tempo e a grana. Postei isso no Twitter, aí avancei três páginas e quis reafirmar aqui no blogue. E olha como a capa é simpática.

HORNBY, Nick. A long way down. London, Penguin Books: 2006.
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The trouble with my generation is that we all think we're fucking geniuses. Making something isn't good enough for us, and neither is selling something, or teaching something, or even just doing something; we have to BE something. It's our inalienable right, as citizens of the twenty-first century. If Christina Aguilera or Britney or some American Idol jerk can be something, then Why can't I? Where's mine, huh?
HORNBY, Nick. A long way down. London, Penguin Books: 2006.
Os apaixonados tendem a três coisas: 1. Dizer que o sexo não é o mais importante entre eles. 2. Fazer-se promessas incríveis. 3. Elaborar todo tipo de planos para um futuro brilhante. Quando se faz planos com alguém amado pode-se imaginar qualquer coisa menos que esses planos possam se realizar com outra pessoa. A gente acredita que cada promessa feita é única e imortal, que a palavra empenhada vale mais que o amor. Mas assim que o sexo (que tinha tão pouca importância) decai, o resto se dissipa.
Efraim Medina Reyes. Era uma vez o amor mas tive que matá-lo (Música de Sex Pistols e Nirvana). São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.
É um lugar-comum que não há solidão que se compare à de quem se vê sozinho numa multidão; romancistas o repetem; é inegável que comove;(...) eu ao menos passei a dar-lhe crédito.
_ Woolf, Virginia. Contos Completos. São Paulo, Câmara Brasileira do Livro: 2005.


