Todo mundo reclama da faculdade, isso é normal, mas de quando em vez a gente esbarra em um professor legal, em uma matéria que nos interesse, em um tema que nos intriga etc. Esse semestre eu tive a manha de escolher a matéria ideal para o encerramento perfeito para a faculdade. P-E-R-F-E-I-T-O! Essa minha empolgação com essa e matérias anteriores é só mais uma amostra de como esse sistema em que todo mundo tem que fazer exatamente as mesmas matérias é ridículo. Lá na PUC, até a matéria "optativa" é mentira. Digo, você pode fazer qualquer uma matéria que não esteja no seu currículo, mas tem que fazer ao menos uma matéria optativa; e, teoricamente, cada oitavo período escolhe de uma lista de matérias disponíveis qual será no dia de folga do semestre (que sempre cai na quarta-feira), mas desde que eu entrei na faculdade a mesma materia é lecionada aos alunos tanto de RP (Comunicação Visual) quanto os de PP e JN (História da Arte). Mó babaquice, pô.

Tinha que ser assim: dois anos de ciclo básico com português, filosofia, teorias da comunicação, metodologia, política, sociologia e mias alguns pré-requisitos BÁSICOS de verdade e a partir daí cada um monta a sua grade de acordo com os seus interesses, assim ficaria muito mais DIVERTIDO estudar.

Manifestem-se a favor ou contra da minha sugestão para a reforma universitária (é só um pedacinho, que muda o ensino, que é o mais importante de tudo) e depois procurem saber se a reforma do Governo tem ALGUMA coisa a ver com isso. Pfff.
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Aparentemente o blog publicou todos os meus posts que eu achava ter perdido de uma vez. De repente. Duh.
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Porra, eu tinha escrevido um post dos montes de filmes que vi esses dias com pequenos comentários mas o blogger apagou meu post. Enfim, vi um monte, alguns bons, outros melhores, outros piores, o que importa é que me diverti para caramba.

Antes de viajar também tentei postar, mas não deu... Fui para a fazenda do André com o Mafra e os amigos dele, foi divertido. Jogamos pôquer, pintamos pratos, pulamos na cama elástica, fofocamos sobre a vida alheia, comemos pra caramba e tudo. O engraçado é que normalmente sou eu quem atraio os bichinhos, mas desta vez o Mafra foi a maior vítima...

Vou indo porque tenho mais um filme para ver.
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O Chamado 2
Fiquei com mais medo que no primeiro, mas gostei menos.

Colateral
Inversão de papéis massa, uma música muito brochante em um momento importante.

Os Excêntricos Tenenbaums
MUITO massa. Gostei mesmo. O Ben Stiller tá bem diferente do que costuma ser, o que é maravilhoso!

Herói
Ótimo. Fotografia maravilhosa e trilha sonora poderosíssima, são realmente os fortes do filme. Mas a atmosfera, a história e as lutas são legais pacas...


Muholand Drive
Foi a segunda vez que eu vi, mas a primeira que prestei atenção mesmo. Adorei. Eu deveria ser simbologista, curto pra caramba ficar procurando essas merdas.

Também assisti "Ligado em Você" e "Como perder um homem em dez dias", gosto mais do segundo (principalmente por causa dos protagonistas), mas nenhum merece muitos comentários...
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Tô indo pra fazenda pular na cama elástica e lutar contra os mosquitos.

Bons chocolates para vocês!
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Além do hoax que até eu já recebi aqui, tem dois vírus vindo pelo MSN.
Mantenha os anti-vírus atualizados.
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Cartola - Nós Dois

Está chegando o momento
De irmos pro altar
Nós dois
Mas antes da cerimônia
Devemos pensar em depois
Terminam nossas aventuras

Chega de tanta procura
Nenhum de nós deve ter
Mas alguma ilusão
Devemos trocar idéias
E mudarmos de idéias
Nós dois
E se assim procedermos
Seremos felizes depois
Nada mais nos interessa
Sejamos indiferentes
Só nós dois, apenas dois,
Eternamente
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Sabem como dizem... Vida nova, template novo...

A foto foi o Mafra quem tirou e ele também me deu umas ajudinhas para eu não usar tantas gambiarras. Hel, pode ficar tranqüila que o seu já está à caminho, ando desenhando mariposas aqui. E depois a próxima da fila é a Kika.

A parte do template novo é óbvia, a parte da vida nova: o namorado se muda para Belo Horizonte essa semana! Pronto! Sou a pessoa mais feliz do mundo!
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E odeio verão porque odeio calor.
Sei que não estou só nessa, mas aí vão meus motivos:

5. Pelo oleosa
Quem tem (assim como eu) se sente sujo, nojento e écatz, quem não tem acha que quem tem é sujo, nojento e écatz.

4. Odores
Na aula de física aprendemos que no calor os cheiros se propagam mais fácil. No verão a gente comprova. Além da galera suar mais, os diferentes tipos de fedor acumulado nas axilas e nos pés se misturam e impregnam no ônibus com maior facilidade.

3. Bichos
Tudo quanto é bicho sai das tocas (porque todos são bichinhos de deus e também sentem calor, coitados). Por isso no verão vemos mais escorpiões, baratas, ratos etc. E se ver fosse tudo, eu nem me importaria muito (a não ser, é claro, que fosse em um ambiente que supostamente deveria ser limpíssimo como hospitais e restaurantes), mas o que tem acontecido freqüentemente é desses bichos voarem na minha cabeça - semana passada foram três baratas e um gafanhoto.

2. Frio se resolve, calor não
Quando está muito frio basta colocar um monte de roupas em cima das outras, no calor, mesmo que você tire tudo ainda fica com calor. Argh.

1. Eu fico muito mais elegante no inverno
Sim, sim, isso pode parecer um pouco egocêntrico demais, mas todo mundo concorda que uma gordinha fica melhor com toda a carne que lhe sobra escondida, né? Não vale só para os mais corpulentos, como todo o vestuário de inverno é mais elegante...
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Estou lendo Alta Fidelidade de novo.
Deve ser a quarta ou quinta vez que o leio.
Eu gosto de lê-lo. É fácil, rápido e divertido. E super real.
Eu também me divirto reparando como a cada leitura marco partes totalmente diferentes...

Para me lembrar que estou bem:
"Só agora está começando a me ocorrer que é importante ter algo acontecendo em algum lugar, no trabalho ou em casa, porque se não você só está empurrando as coisas com a barriga. se eu vivesse na Bósnia, o fato de não ter uma namorada me pareceria a coisa mais importante do mundo, mas aqui em Crouch End parece. Você precisa de todo o lastro possível para não sair flutuando por aí; você precisa de gente à sua volta, coisas acontecendo, se não a vida vira um filme onde o dinheiro acabou, e não há cenários, nem locações, nem atores coadjuvantes, só um cara sozinho olhando para a câmera sem ter o que falar, e quem acreditaria nesse personagem, então? eu tenho que colocar mais troços, mais tralha, mais detalhes aqui porque no momento eu estou correndo o risco de cair no abismo."

Para me lembrar como sou chata:
"No que se diz respeito a namoradas, porém, é muito mais complicado ser consistentemente honrado. Uma hora você está perfeito, lavando a privada e expressando seus sentimentos e fazendo todas as outras coisas que um sujeito moderno deve fazer; dois minutos depois, você é um manipulador e mal-humorado e falso e mentiroso com as melhores garotas. Não pode dar certo."

HORNBY, Nick. Alta Fidelidade. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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So quiet
Another wasted night
The television steals the conversation
Exhale
Another wasted breath
Again it goes unnoticed

Please tell me you're just feeling tired
'cause if it's more than that I fear that I might break
Out of touch out of time
Please send me anything but signals that are mixed
'cause I can't read your rolling eyes
Out of touch are we out of time

Close lipped
Another goodnight kiss
Is robbed of all its passion
Your grip
Another time is slack
It leaves me feeling empty

Please tell me you're just feeling tired
'cause if it's more than that I feel that I might break
Out of touch out of time
Please send me anything but signals that are mixed
'cause I can't read your rolling eyes
Out of touch are we out of time

I'll wait until tomorrow
Maybe you'll feel better then
Maybe we'll be better then
So what's another day
When I can't bear these nights of thoughts of going on without you

This mood of yours is temporary
It seems worth the wait
To see you smile again
Out of the corner of my eye
Won’t be the only way you're looking at me then
So quiet
Another wasted night
The television steals the conversation
Exhale
Another wasted breath
Again it goes unnoticed
[...]

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Tão difícil respirar algumas horas, impossível segurar o choro em outras. E tanta tristeza, tanta carência... E às vezes uma euforia chata e sufocante, umas risadas que não tinham de onde sair, uma injeção de ânimo sem explicação.
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Sou muito educada, atenciosa, respeitosa, defensora dos direitos humanos, no geral.
Mas sempre, sempre pago na mesma moeda.

Quer ser escrota comigo?
Pode esperar que vai ter volta.
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Eu sempre me sentia meio no lugar errado no mundo, via que meus "amigos" eram pessoas que não se interessavam pelas mesmas coisas que eu. Ficava o tempo inteiro incomodada, procurando uma alma dentre tantas que eu conhecia que não risse de mim, do livro sempre debaixo do braço e do jeito inexplicável de organizar as músicas. Não é que eu não gostasse do pessoal que eu convivia, mas sentia o tempo todo que eu tinha que me adaptar a algumas coisas e fingir gostar de outras para não ser taxada o tempo inteiro como aberração. Atenção: eu rebolava para não ser a "doidinha" o tempo inteiro.

Amigos são como roupas.

E passou muito tempo e várias crises de auto-estima até eu finalmente perceber que talvez a calça-cintura-baixa-38 não era o modelo mais indicado para a minha personalidade, que eu tinha que procurar algo do meu tamanho. E só dando muitas voltas pelas lojas de departamento descobri que existia uma prateleira logo ao lado da padrão que tinha roupas de cores e cortes diferentes.

Mas quem disse que mudar é fácil?

A transição foi lenta. Eu comecei a levar duas vidas. Uma diante dos conhecidos, outra no computador, investigando um novo mundo pelas altas horas da madrugada. Chegava em casa altas horas e me entregava para às marvilhas do mundo digital. Descobri logo várias coisas, inclusive que aquele vizinho muito louco estava lendo um livro do Kafka que eu ainda não tinha lido. Comprei. Dois meses depois nós éramos melhores amigos.

Mesmo assim, eu continuava me enfiando nas sandálias e miçangas, deixando a poeira e o rock para as noites e finais de semana. Até que fui misturando aos poucos as coisas e etc e tal.

Enfim, o ponto é que antes a minha vida social era COMPLETAMENTE diferente da minha vida virtual. Totalmente separada. Hoje não tem jeito mais de separar isso tudo. Quem era real acabou percebendo que não dava mais para ser só assim e entrou na minha lista de contatos virtuais também. Quem era só real deu as caras, os abraços, as lágrimas, as brigas, tudo foi ficando muito junto. E confuso.

A qualidade melhorou em tudo, tudo. As amizades mais verdadeiras, os livros melhores, a internet mais útil, a música mais significativa. Só precisei procurar melhor.

No fim das contas, tem uma música que continua funcionando... Um pouquinho de cada vez, não é?
[...]

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