Eu leio livros no ônibus. Eu pego flyers na rua e guardo dentro de livros. Aí que eu estava no ônibus lendo um livro e caiu um monte de panfleto da Marcha da Maconha no chão. Assim que conseguiu entender o que era o panfleto, o velho que catou tudo pra mim chamou o policial que estava lá no fundo do ônibus e or-de-nou que eu fosse presa.

Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!

Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.

O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
[...]

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O meu tempo é quando
[...]

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Olhos bem abertos. Corpo inquieto, remexendo na cama. Acordada, mais uma noite. Fiz uma limpa bonita hoje. Rasguei muito papel.

Achei uma coisa escrita em setembro de 1994. Eu tinha 13 anos. Como eu estive mal com 13 anos. Eu posso tentar me envolver em vários outros tipos de dramas, mas acho que nunca vou ver a vida com tanto desespero quanto aquela pré-adolescente assustada.

Como foi bom achar isso, no meio de tanta coisa que eu já escrevi, achei logo isso. Um papel amassado, escrito com caneta roxa, manchado de lágrimas, algo derramado num impulso, um só fôlego, quase um vômito de tudo que me inquietava.

Tinha algo de muito esperta nessa adolescente, que nem imaginava o teor certo das coisas ainda: não é porque eu vou ter algo para sempre que vou amá-lo todos os dias.

De quando em quando algumas pessoas, tipo aquela menina de 13 anos ou essa mulher de 25, deixam-se levar por certas promessas falsas ilusões ou influenciam-se a ver o mundo desse ou daquele jeito. Mas é o que bate no peito solitário durante a madrugada que faz sentido na verdade, não é?

Queria ter algo bem mais profundo para falar sobre isso, mas tudo parece tão superficial agora...
[...]

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Já que trouxe, já que tá difamando mesmo,
põe o negócio aqui direitinho.
[...]

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Porque a brincadeira é legal demais, mas nem precisa de foto e nem precisa de obrigação em responder.

- escolher uma banda/artista
- responder SOMENTE com TÍTULOS de canções da banda

ARTISTA:
Roberto Carlos

1. Você é homem ou mulher?
Jesus Cristo

2. Descreva-se:
Querem acabar comigo

3. O que as pessoas acham de você?
Eu sou terrível

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
Como dois e dois

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
Namoradinha de um amigo meu

6. Onde queria estar agora?
Além do horizonte

7. O que pensa a respeito do amor?
Só vou gostar de quem gosta de mim

8. Como é sua vida?
Ilegal, imoral ou engorda

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
O Calhambeque

10. Escreva uma frase sábia:
Quero que tudo vá pro inferno
[...]

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Esse eu vi no fotolog do Roy e decidi me auto-escolher para fazer também, porque a idéia é jóia demais. Como é coisa de fotolog e de música, postei e no last.fm também. Porque hoje eu quero repetir, repetir, repetir.


- colocar uma foto individual sua
- escolher uma banda/artista
- responder SOMENTE com TÍTULOS de canções da banda
- escolher 4 pessoas para que façam o teste

BANDA:
Wilco

1. Você é homem ou mulher?
Jesus, Etc.

2. Descreva-se:
Wishful Thinking

3. O que as pessoas acham de você?
Less Than You Think

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
Please Be Patient With Me

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
On and on and on

6. Onde queria estar agora?
Hate It Here

7. O que pensa a respeito do amor?
I Am Trying to Break Your Heart

8. Como é sua vida?
War on War

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
Handshake Drugs

10. Escreva uma frase sábia:
Leave Me (Like You Found Me)

Faz aí:
- Mr. Yard
- Mafra
- Dorothy
- Raquel Camargo
[...]

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Eu tô andando do escritório até A Obra. Tem um cara aleatório me seguindo e me falando provérbios aleatórios do tipo "pimenta no olho dos outros não arde" ou "quem tudo quer tudo perde" ou "quem com ferro fere com ferro será ferido" e mais um monte dessas pérolas que a sabedoria popular parece nunca esquecer. Mas eu não presto muita atenção no cara, afinal de contas eu sei que estou sonhando. Eu costumo saber quando estou sonhando assim. E lá vou eu descendo a Av. Getúlio Vargas, respirando o ar noturno de Belo Horizonte e ignorando o cara aleatório dono das verdades populares. Na porta dA Obra, uma fila só de conhecidos, todo mundo muito apressado para entrar e ninguém me nota, a não ser o Sr. Estou-todo-dia-na-Obra que me puxa para o lado com um papo completamente estranho à pessoa. Então chega o cara aleatório e grita "Camila, acorda! Vai tocar uma música muito legal agora!"

Eu acordo. E, no exato momento que eu abro o olho, começa Extraordinary Machine, aka a minha música. Eu não acordei porque ela estava tocando tipo quando a gente sonha que o telefone está tocando e acorda pra ver que ele estava tocando realmente. Eu acordei PARA ouvir essa música. Dá até medo.
[...]

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Chove na cidade. É sexta-feira, eu estou sozinha no meio de conhecidos e chove na cidade. Todos os números de telefone no meu celular são inúteis. Eu não quero ligar para a maioria e os que sobram ou estão atarefados em outras preocupações ou é meio proibido ligar para eles em uma sexta a noite.

Sexta-feira é noite nobre, dizem por aí. Pois bem, vamos ver essa noite nobre. A rua vazia por causa da chuva, os bares que oferecem conforto estão cheios, tão cheios que a gente nem pode se aproximar deles.

Meus amigos devem ser todos de açúcar, não tem nenhum por aqui. Não que eu queira encontrá-los. Se eu quisesse de verdade, eu ligaria e acharia. Eu ando pela rua atrás de uma espontaneidade impossível. Crio metas inalcançáveis e caminho por caminhos incertos.

Nada em lugar nenhum. Nem no meu inferno favorito me sinto à vontade. Enquanto lá dentro, penso na chuva lá fora, nas gotas no asfalto, nas luzes distorcidas, nas poças de água, na correria de uns, em outros encharcados.

Pego a bolsa e saio. Ando. Caminho. Calma e tranqüila, procurando nada, querendo chegar em lugar nenhum. Só quero tomar chuva. Chegar molhada em casa. Ando. Caminho. Dois carros me oferecem carona. Uma senhora quer dividir o guarda-chuva comigo. Mas não, gente, eu quero tomar essa chuva, quero chegar molhada em casa. Então ando, caminho.

Metade da distância até em casa, a parte suja da cidade, perigosa, figuras escondidas na escuridão e eu lá, louca, andando calmamente, sem medo, curtindo a chuva gelada, a roupa molhada, grudando no corpo, o cabelo pingando, os carros passando apressado, meu ônibus aparecendo na distância, um táxi perguntando onde eu vou... Opa, meu ônibus? Eu quero. Pára, ônibus! O ônibus pára, eu subo, um monte de homens com cara de Axé Brasil me olham meio assustados.

E eu chego em casa, molhada, a roupa fria e encharcada.


E eu ainda queimando por dentro.
[...]

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Your Personality Is Like Heroin



You're capable of the highest highs and the lowest lows.

Addicted to feeling good, you'll do almost anything to avoid pain.

People seek you out, even though you can be quite moody. They're hooked on you!



At your best: You are euphoric, stress free, and a little sleepy.



What people like about being around you: They're not exactly sure, but they can't get enough about you.



What people dislike about being around you: When you finally leave, they go some pretty serious withdrawal.



How addicted people get to you: Very... you're quite dangerous.

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