Olhos bem abertos. Corpo inquieto, remexendo na cama. Acordada, mais uma noite. Fiz uma limpa bonita hoje. Rasguei muito papel.
Achei uma coisa escrita em setembro de 1994. Eu tinha 13 anos. Como eu estive mal com 13 anos. Eu posso tentar me envolver em vários outros tipos de dramas, mas acho que nunca vou ver a vida com tanto desespero quanto aquela pré-adolescente assustada.
Como foi bom achar isso, no meio de tanta coisa que eu já escrevi, achei logo isso. Um papel amassado, escrito com caneta roxa, manchado de lágrimas, algo derramado num impulso, um só fôlego, quase um vômito de tudo que me inquietava.
Tinha algo de muito esperta nessa adolescente, que nem imaginava o teor certo das coisas ainda: não é porque eu vou ter algo para sempre que vou amá-lo todos os dias.
De quando em quando algumas pessoas, tipo aquela menina de 13 anos ou essa mulher de 25, deixam-se levar por certas promessas falsas ilusões ou influenciam-se a ver o mundo desse ou daquele jeito. Mas é o que bate no peito solitário durante a madrugada que faz sentido na verdade, não é?
Queria ter algo bem mais profundo para falar sobre isso, mas tudo parece tão superficial agora...
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Também gostaria de ter algo mais profundo para falar...
Mas ultimamente eu não tenho nada.
=*