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A tristeza passa, se a paciência perdura.
 A humilhação se esvai, depois que o orgulho é nulo.
O amor se recila, como fica velho o luto.
A transformação será nítida quando dela vier o lucro.



Historicamente, eu corro atrás de você. Historicamente, estava eu neste mesmo período do ano passado pedindo e implorando que você fosse meu namorado. Mas eu sinto que eu nasci para mudar a história, por isso vivo mudando a minha.
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Maio de Pegada no Obar

O coletivo Pegada irá animar o happy-hour às terças-feiras no Obar (Rua Cláudio Manoel, 286, Savassi) durante todo o mês de maio. Quatro DJs de Pegada irão colocar várias tendências do rock mundial enquanto a galera toma uma cerveja gelada depois do trabalho. A discotecagem começa às 18h e termina só quando o bar fechar!
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Mi Simpatia é produtora cultural, colecionadora de figuras e tags. Fica online o dia inteiro e à noite coloca as CDJs para rodar coletâneas feitas com o próprio mouse.

jjbz é designer gráfico, ilustrador e apaixonado por discos de vinil. Festinha onde toca, jjbz faz a pista pegar com fogo sua coleção de novidades e raridades.

Os djs alternam músicas e misturam tudo para garantir a diversão de quem for.

O Q'Ê? Q'ind'in #2 - "o indie do pop; o pop do indie; o indie do indie; o pop do pop"
Q'ANDO? Quinta-feira, 29 de janeiro
ONDE? Velvet Club. Rua Sergipe, 1493 - esquina com Av. Getúlio Vargas
Q'ANTO? Dez reais
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Em clima de fim de ano, uma das músicas que vai sempre me lembrar de 2008.



Curto a música mesmo, acho que por causa da letra que fala do amor do jeito que se costuma falar entre quatro paredes: fofo e cheio de promessas, mas com uma pitadinha de sacanagem.
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Fazia no mínimo cinco anos que eu nem entrava num estúdio de ensaio. Muito tempo antes disso eu tinha desistido de ensaiar como membro de banda e o último namorado músico que eu tive ensaiava em casa.

Tinha esquecido do ar condicionado gelado, os carpetes eletrizados, as mesas de som intocáveis e o clima todo que um local onde o FAZER música está tão encravado. Eu trabalho num lugar onde se TOCA e EXIBE música, o clima é tão diferente de um lugar onde se FAZ música.

E não é que hoje eu não só entrei como ensaiei em um estúdio de novo? Cantei uma música com o The Hell's Kitchen Project, passamos a música quatro vezes e acabou o tempo de ensaio. Parece ter ficado decente. O resultado só vai ver quem for sexta-feira na Obra, na minha "festinha" de aniversário.

14/11: Aniversário de Pegada: Mi Simpatia

Vai ser legal, eu prometo. Vamos distribuir jello-shots durante a noite e vão ter algumas poucas camisetas para comprar na hora.
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Ultimamente eu tenho tido muito tempo para mim. Tempo sozinha tem até sobrado. Mas é estranho, a maior parte dos meus pensamentos profundos não acontecem quando estou isolada, como é normal para a maioria das pessoas. As revelações que ando tendo têm acontecido em um ambiente barulhento, escuro e cheio de pessoas.

Tipo que eu meio que sempre soube que a maioria dos meus problemas eram criados, cultivados e aumentados por mim, mas só agora tenho percebido isso de verdade. Porque não faz sentido a pessoa passar horas completamente sozinha, dias sem falar com ninguém, ter todo o tempo do mundo para pensar e repensar e só entender qual o real motivo de incômodo em um lugar cheio de gente, faz?
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Post mercenário! ;)

Sexta-feira agora estou produzindo a festa Overmundo Colabora e também discoteco. Vou começar às 22h e termino tipo uma da manhã, é no feriado, cedinho, dá para ver um show bacana e ainda vai ter uma coletânea massa sendo distribuída lá. Não dá para perder, hein?! Saiba mais aqui, aqui e aqui.


Já no sábado da oooutra semana, dia 23 de agosto, vai ser a festa de aniversário da Obra e eu toco em um dos horários mais nobres. Preciso falar mais nada, néam?! Ah! A arte desse fui eu quem fiz, pode descer a lenha se achou ridícula.
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Nem toda data é comemorativa. Há um ano atrás, no dia 1º de julho de 2007, o canal Fox foi protagonista de um dos acontecimentos mais absurdos da história da TV paga do Brasil. Movido por interesses comerciais, o canal simplesmente deixou na mão uma significativa parcela de seus assinantes, acostumados a assistir seriados como Nip/Tuck, 24 Horas e Bones com áudio original e legendas em português. Passou a dublar todo o seu horário nobre, da noite para o dia, sem aviso prévio, sem consulta, sem dar nenhuma alternativa ao telespectador.

De lá pra cá, tudo o que o canal ofereceu ao seu assinantes foi um remendo. Ainda assim, um remendo ruim. Apenas os assinantes de algumas operadoras conseguem hoje trocar o áudio e habilitar legendas para assistir aos programas do canal – sendo que, muitas vezes, quando tem acesso a este opção, assistem programas com legendas mal feitas, fora de sincronia ou mesmo de episódios trocados.


Neste dia 1º de julho, diversos blogues estão unidos para lembrar esta data – o canal pode ter esquecido do que fez, mas nós não esquecemos.

É só trabalhar no CTRL+C/CTRL+V, gente!

Porque, como diz o Bressane: cada vez que eu choro, o google me vê. cada vez que reclamo, crio relevância pra este assunto na internet. quando as pessoas comentam, a relevância aumenta. com isso, mesmo que a gvt Fox não me dê ouvidos, a interweb dá. e isso, certamente, afeta a gvt Fox que, mais cedo ou mais tarde, vai ter que mudar de atitude. posso não colher os frutos. mas alguém vai.
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Atualizando o ontem de domingo:

AMANHÃ EU VOU:
1. Pintar o cabelo.

Não pintei, a tinta estava vencida!
2. Chegar cedo no trabalho.

Cheguei no horário certinho.
3. Publicar um texto no Solteiros.org

Escrevi lá! Olhaí.
4. Devolver a câmera do R2.

Esqueci disso completamente, e agora ele já foi embora. :'(
5. Fazer um peixe recheado de almoço.

Ficou uma DELÍCIA. Delícia.

Ah, três em cinco está até bom, néam?!
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HÁ 10 ANOS:
1. Comecei o segundo grau.
2. Namorava o primeiro Rafael da minha vida.
3. Treinava vôlei diariamente e nadava três dias por semana.
4. Conheci o Lipe e, no mesmo dia, chorei e escrevi uma música com ele.
5. Ganhei o apelido de “Mi”.

HÁ 5 ANOS:
1. Fiz nove matérias em um semestre e decidi que Relações Públicas não seria minha única profissão.
2. Inaugurei esse blogue.
3. Já conhecia a Sarah, apesar da gente não ser tão íntima ainda.
4. Pintava o cabelo de vermelho e as unhas de preto.
5. Passei os últimos dois meses de internação da minha vida.

HÁ 2 ANOS:
1. O pior emprego do mundo.
2. O melhor namoro do mundo.
3. Cinema toda quarta-feira.
4. Li Caio Fernando Abreu doentiamente.
5. Corte de cabelo cooool.

HÁ 1 ANO:
1. Sou solteira.
2. Decidi começar a estudar Jornalismo.
3. Perdi minha câmera fotográfica e dois telefones celulares.
4. Gastei dinheiro como se não tivesse fim.
5. Cabelos pretos, unhas vermelhas e muito rock’n’roll demais até além da conta.

ONTEM:
1. Estava bêbada e dançando às 5h
2. Cheguei em casa às 8h
3. Dormi até 18h
4. Assisti Battlestar Galactica s04e10 de novo e me emocionei, de novo.
5. Fui ler um capítulo de Anansi Boys e acabei dormindo a noite inteira.

HOJE:
Chá de Fraldas da Lúcia

1. Acordei cedo.
2. Coloquei muitas fotos no Flickr.
3. Decidi quem é o personagem principal da história que estou escrevendo.
4. Li um monte de posts antigos desse blogue, por causa desse meme.
5. Vou encher os pneus da bicicleta.

AMANHÃ EU VOU:
1. Pintar o cabelo.
2. Chegar cedo no trabalho.
3. Publicar um texto no Solteiros.org
4. Devolver a câmera do R2.
5. Fazer um peixe recheado de almoço.

CINCO COISAS DAS QUAIS NÃO POSSO VIVER SEM:
1. Livros.
2. Rock.
3. Amigos.
4. Internet.
5. Sorvete.

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM R$1.000:
1. Câmera fotográfica.
2. All Star xadrez.
3. Cama nova.
4. Smart phone.
5. iPod Touch.

CINCO MAUS HÁBITOS:
1. Fumar.
2. Beber.
3. Procrastinar.
4. Dramatizar.
5. Desistir.

CINCO PROGRAMAS DE TV:
1. Battlestar Galactica
2. Seinfeld
3. Six Feet Under
4. Two and a Half Men
5. Grey’s Anatomy

CINCO COISAS QUE ME ASSUSTAM:
1. O futuro.
2. Segredos.
3. Amor.
4. Aves.
5. Medo.


CINCO LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS:

1. Tóquio
2. Londres
3. Amsterdam
4. Istambul
5. New York
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E aí hoje foi um dia em que foram ditas várias coisas que não precisavam ser ditas, nem deveriam ser ditas. Várias delas.

Da minha boca um monte de coisa presa na garganta saiu como em um susto, eu nem vi isso aparecendo, e fui ali e falei e falei e falei. E depois pedi desculpas por ter falado palavrão, como se o que fosse mais chocante na minha fala fosse a linguagem que eu usei e não o assunto tratado ou como eu entrei no consultório do Dr. Caramujo e nem vi que tinha outro paciente ali dentro. Mas fui lá, falei, arranquei da garganta e bom, de boa, fortes emoções, discussão acirrada, assunto morto e enterrado.

Mais tarde, na tela do computador mil coisas acontecendo e o trabalho ficando de lado. Mil coisas sendo ditas. Mil coisas que eu queria ouvir, mas não nessa situação. Porque, se eu digo que queria ter te conhecido antes é porque eu não gosto do jeito que a gente se conheceu e gosto menos ainda da sobrevida que essa história continua tendo.

E aí, eu bem pronta para ser engolida na sua trama, eu sendo engolida pela sua trama, eu falando tudo o que você quer ouvir, e o chefe pede que eu vá até a padaria comprar um pedaço de queijo prato. Aceito prontamente, eu sei que eu sozinha não consigo escapar disso. Fujo, saio andando pela rua engarrafada, um ventinho frio na cara, não tem queijo na padaria, volto metade do caminho. Pensando que preciso de mais tempo, mudo o rumo e vou ao supermercado, na esperança do meu medo sumir no meio daquelas prateleiras todas.

A cabeça rodando, confusa. Eu me expus, eu não poderia ter feito isso. O mundo gira à minha volta. A minha porta está fechada e você é o único que consegue entrar. Por que será isso? Eu deixei. Eu te convidei da primeira vez. E, como um vampiro, um convite bastou para que você me fizesse ficar com vontade de vomitar e chorar e gritar e socar alguma coisa.

Então lá estou eu no supermercado escolhendo o queijo e pensando em receitas de risotos, para ver se o turbilhão passa. E o moço que corta o queijo pergunta que tipo de olhar é o meu. Como assim que TIPO de olhar é o meu?, pergunto. Ele responde numa voz displiscente que parece que eu estou pronta para assassinar alguém. E eu despejo a raiva nele: torce para que não seja você.

Os corredores do supermercado cheios, carrinhos entupidos de cerveja, camisas verdes, camisas amarelas, e eu pensando como minha vida esteve ruim nas últimas semanas e que eu devia procurar alguém que me abençoe ou algo do gênero e passa pela minha cabeça que a única coisa que falta é a fila agarrar bem na minha vez. E, como Murphy nunca descansa, a fila agarra. Duas vezes.

Segurando todos os instintos de xingar não sei quem, saio do supermercado bufando e falando "pronto, agora só falta eu quebrar a perna ou cair uma privada na minha cabeça", no exato momento um gato preto que estava ali como que esperando que eu saísse, me encara, atravessa o meu caminho e pára do outro lado da calçada.
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Eu leio livros no ônibus. Eu pego flyers na rua e guardo dentro de livros. Aí que eu estava no ônibus lendo um livro e caiu um monte de panfleto da Marcha da Maconha no chão. Assim que conseguiu entender o que era o panfleto, o velho que catou tudo pra mim chamou o policial que estava lá no fundo do ônibus e or-de-nou que eu fosse presa.

Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!

Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.

O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
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Olhos bem abertos. Corpo inquieto, remexendo na cama. Acordada, mais uma noite. Fiz uma limpa bonita hoje. Rasguei muito papel.

Achei uma coisa escrita em setembro de 1994. Eu tinha 13 anos. Como eu estive mal com 13 anos. Eu posso tentar me envolver em vários outros tipos de dramas, mas acho que nunca vou ver a vida com tanto desespero quanto aquela pré-adolescente assustada.

Como foi bom achar isso, no meio de tanta coisa que eu já escrevi, achei logo isso. Um papel amassado, escrito com caneta roxa, manchado de lágrimas, algo derramado num impulso, um só fôlego, quase um vômito de tudo que me inquietava.

Tinha algo de muito esperta nessa adolescente, que nem imaginava o teor certo das coisas ainda: não é porque eu vou ter algo para sempre que vou amá-lo todos os dias.

De quando em quando algumas pessoas, tipo aquela menina de 13 anos ou essa mulher de 25, deixam-se levar por certas promessas falsas ilusões ou influenciam-se a ver o mundo desse ou daquele jeito. Mas é o que bate no peito solitário durante a madrugada que faz sentido na verdade, não é?

Queria ter algo bem mais profundo para falar sobre isso, mas tudo parece tão superficial agora...
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Sai fora seus bosta e deixa a minha net neutrality em paz.
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Sofro com a dor dos meus. Agora mesmo, está o coraçãozinho dela apertado do lado de lá e o meu do lado de cá. Mas enquanto o dela está procurando dentro de si razões para o mal, o meu está aqui puto, indignado, raivoso, amargurado, destilando um ódio verde sem fim. E é raiva do real culpado pela situação e é raiva dela também, que não faz idéia da metade da jóia que é.

E como em todas as situações do mundo, ainda é possível tirar uma frase do contexto e dar um real sentido para ela, muito do que está acontecendo com ela hoje me lembra de situações que ocorreram no passado (não é a situação que você quer rebater o auto-machismo e eximir mais um imbecil de culpa não, viu, gatah, pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque eu não vou deixar você levar essa desculpa para a frente não).

É que lá em 2003, quando escrever ainda era, para mim, tirar tudo o que estava se passando dentro do meu coração direto para o primeiro suporte "físico" que eu encontrasse, quando eu ainda escrevia sem parágrafo, sem edição, sem racionalizar tudo, quando eu escrevia coisas que até hoje me emocionam, lá nessa época eu escrevi uma coisa para uma outra amiga minha. E cabe agora, então eu vou colar aqui de novo.

E vem aquela onda de insegurança e balança seu mundo, não é amiguinha? E você fica odiando cada detalhe do seu corpo. E odeia todos os outros que você acha bonito. E fica pesada, e é difícil de lhe confortar. E você busca conselhos, amiga. Mas busca só por obrigação, porque você sabe que não vai seguir nenhum deles. E os conselhos dizem: não! não! Mas você não está nem aí! Grita um sim gigantesco e vai e faz a mesma burrada de novo. Ah, amiga, você acha que você precisa daquilo tudo. E então você se veste com todos os apetrechos para chamar mais a atenção dos outros, só que nada disso funciona. Você finge ser uma pessoa que não é e faz coisas que não são do seu feitio. Mas se alguém lhe confrontar, você vai jogar na cara desse alguém que ele não lhe conhece e que você nunca faria nada para chamar a atenção de ninguém. E você chora, querida. Chora escondida no banheiro. E continua chorando escondida até o momento que percebe que derramar lágrimas no escuro nunca vão suprir a sua carência. Então você começa a chorar em público, a manchar sua maquiagem e a fazer feia toda aquela imagem que você aprontou bonita. E as pessoas tentam te ajudar, mas nada adianta de nada. O problema que nasce dentro de você é você quem tem que resolver. E na verdade você sabe de tudo isso. Mas você continua achando que precisa de tudo aquilo. E como a atenção que você chama não se sobressai, e quando você encontra alguém com mais carisma, você começa a fazer coisas ainda menos suas. Você se assusta com as suas atitudes, mas tem que manter a pose. Depois disso, seu sono é difícil e você se sente mal consigo mesma constantemente. E se assusta facilmente. E chora mais, amiga. E meu peito fica apertadinho de ver você chorando assim, mas eu sei que não posso fazer nada. Se a merda é sua, você tem que limpar. E aí você começa a colocar desculpas, começa a rir dos seus problemas, banalizando tudo que é tão influente no seu bem-estar. Passa a pôr a culpa nos outros. E o ódio aumenta. Mas só você sabe que esse ódio todo não é para ninguém mais além de você. Ai, amiga! Você sofre tanto. E na verdade tudo que você precisava era da dose certa de carinho? Nada disso! Quanto mais carinho você ganhar (pelos motivos errados), mas carinho você vai pedir. E ninguém tem tanto carinho assim para dar de graça. E você coloca a culpa nas pessoas e diz que se alguém próximo a você precisasse de carinho você daria muito mais do que o necessário. Mas é mentira, amiga! Você sabe disso, não sabe? Tem alguém aí do seu lado precisando de carinho. Alguém que é tudo no seu mundo, alguém que mais do que ninguém merece consideração. Você sabe de quem eu estou falando, né, amiga? É de você. E que carinho você tem se dado? Nenhum. Fica aí pelo mundo mendigando o amor dos outros quando é incapaz de se amar. E, lembra que eu falei que você só precisava de um amor, de um carinho? Então, amiga. É do seu. Eu sei que é difícil agora, eu sei o lixo que você está se sentindo agora, amiga. Mas, pela sua saúde, pela nossa amizade, por Jesus, sei lá, arranja um motivo qualquer aí, por você, cara! Por você, pára de achar que você precisa disso ou daquilo. Você precisa de ar, água e amor-próprio. E só. Pára de se fazer dependente de outras coisas e pessoas, pára de se iludir, amiguinha! Bem vinda ao mundo real! Bem que eu queria poder ajudar você, mas aqui a única arma que você tem é a pessoa que vê no reflexo do espelho.


Porque por mais que seja ultrapassado, eu ainda me sinto da mesma maneira. E é lavando e sacudindo que a gente se livra de areia.
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Estava aqui contando como a minha avó é trouxa porque não quis ir numa viagem que meu tio queria dar para ela até Okinawa, sua cidade natal. E eu comecei o caso bem assim: "Olha só como a minha avó é trouxa." No que o pessoal logo protestou que eu não poderia tratar a minha avó assim.

Logo em seguida, pedi ajuda para o chefe sobre como responder um e-mail de um cliente raivoso. Aí ele falou um monte de verdades com palavras nada gentis e, no fim, falou: "você fala isso, mas com toda a essa delicadeza que você tem". E a outra: "isso de uma pessoa que acabou de chamar a vó de trouxa".
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Me convidei Fui convidada a escrever para o Solteiros.org na semana passada. É um blogue onde alguns solteiros escrevem sobre suas aventuras na solitária vida de quem NÃO tem um significant-other. Aí escrevi um post aqui no Petulância por força de hábito e só depois percebi que é bem mais apropriado para o Solteiros.org, então foi para lá. Clica e lê!
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Sempre respondo ter 19 anos. E já tem seis anos que não tenho mais essa idade. Mas, sabe, essa é uma discussão meio boba. É que a Dr.A. pediu para pensar sobre os motivos que me fazem pensar que até hoje tenho 19 anos. Obviamente, a resposta que ela procura é que eu tô meio estacionada lá até hoje.

Mas não é bem assim, néam? Aquela foi realmente uma idade mágica, sensacional, uma das épocas que eu mais VIVI, mas nesses seis anos aconteceu muita coisa e eu fui me transformando em uma pessoa bem mais bacana, enquanto a prepotência sai aos poucos e a nerdice é cada vez mais assumida, desenvolvi muito minha habilidade social.

Enfim, o que quero dizer é que não me sinto presa nem estagnada, mas se eu continuar fritando sobre isso, certamente mudarei de idéia.

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São três e quarenta e dois da manhã, ser mais acordada que eu não existe em Belo Horizonte. Das noventa e duas janelas que eu posso ver sentada na cadeira do computador, as únicas quatro acesas são nas escadas do prédio ao lado, além das duas janelinhas de banheiros que tradicionalmente dormem acesas.

Sim, eu contei. Aliás, é hábito meu contar essas janelas que poderiam me ver, mas como (quase) ninguém pára nelas, sou eu quem vejo todos esses retângulos envidraçados diariamente.


Mas a minha janela é sem graça, nem se compara à janela do hotel da Charlotte e do Bob Harris em Encontros e Desencontros, filme que acabei de (re)ver, motivada pela recente descoberta dos sussuros finais.

Pois é, e essa é a postagem de número dois mil do Petulância.
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