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A tristeza passa, se a paciência perdura.
 A humilhação se esvai, depois que o orgulho é nulo.
O amor se recila, como fica velho o luto.
A transformação será nítida quando dela vier o lucro.



Historicamente, eu corro atrás de você. Historicamente, estava eu neste mesmo período do ano passado pedindo e implorando que você fosse meu namorado. Mas eu sinto que eu nasci para mudar a história, por isso vivo mudando a minha.
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"se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar."

de José Saramago, em Ensaio sobre a cegueira
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Em clima de fim de ano, uma das músicas que vai sempre me lembrar de 2008.



Curto a música mesmo, acho que por causa da letra que fala do amor do jeito que se costuma falar entre quatro paredes: fofo e cheio de promessas, mas com uma pitadinha de sacanagem.
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Post mercenário! ;)

Sexta-feira agora estou produzindo a festa Overmundo Colabora e também discoteco. Vou começar às 22h e termino tipo uma da manhã, é no feriado, cedinho, dá para ver um show bacana e ainda vai ter uma coletânea massa sendo distribuída lá. Não dá para perder, hein?! Saiba mais aqui, aqui e aqui.


Já no sábado da oooutra semana, dia 23 de agosto, vai ser a festa de aniversário da Obra e eu toco em um dos horários mais nobres. Preciso falar mais nada, néam?! Ah! A arte desse fui eu quem fiz, pode descer a lenha se achou ridícula.
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Meu peito tá cheio de coisa a ser dita. Tá pesado, carregado, me sufocando. São falas de brigas que eu não tive mas gostaria de ter tido, ou de brigas que eu tive, mas não tive coragem de falar na cara. Então vai aí uma pequena coleção, só para aliviar o peito aqui dentro.

- Eu odeio que você tenha estragado mais essa parte da minha vida.

- Por que você não me contou antes? Eu não sou uma boneca de porcelana e me tratar assim é mandar a mensagem errada, coisa que nenhum de nós precisa.

- Eu acho uma merda que você nunca fale comigo, eu sinto a sua falta e nunca tenho a oportunidade de demonstrar. Apesar de ser muito cômodo colocar a culpa toda em mim, você sabe que as coisas não são bem assim.

- Só porque eu vi você fazendo coisa errada, não significa que eu sou sua cúmplice.

- Cara, preciso de você vivo.

- Os números não mentem: você precisa me ouvir.

- Eu morro de inveja da sua vida.
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Nem toda data é comemorativa. Há um ano atrás, no dia 1º de julho de 2007, o canal Fox foi protagonista de um dos acontecimentos mais absurdos da história da TV paga do Brasil. Movido por interesses comerciais, o canal simplesmente deixou na mão uma significativa parcela de seus assinantes, acostumados a assistir seriados como Nip/Tuck, 24 Horas e Bones com áudio original e legendas em português. Passou a dublar todo o seu horário nobre, da noite para o dia, sem aviso prévio, sem consulta, sem dar nenhuma alternativa ao telespectador.

De lá pra cá, tudo o que o canal ofereceu ao seu assinantes foi um remendo. Ainda assim, um remendo ruim. Apenas os assinantes de algumas operadoras conseguem hoje trocar o áudio e habilitar legendas para assistir aos programas do canal – sendo que, muitas vezes, quando tem acesso a este opção, assistem programas com legendas mal feitas, fora de sincronia ou mesmo de episódios trocados.


Neste dia 1º de julho, diversos blogues estão unidos para lembrar esta data – o canal pode ter esquecido do que fez, mas nós não esquecemos.

É só trabalhar no CTRL+C/CTRL+V, gente!

Porque, como diz o Bressane: cada vez que eu choro, o google me vê. cada vez que reclamo, crio relevância pra este assunto na internet. quando as pessoas comentam, a relevância aumenta. com isso, mesmo que a gvt Fox não me dê ouvidos, a interweb dá. e isso, certamente, afeta a gvt Fox que, mais cedo ou mais tarde, vai ter que mudar de atitude. posso não colher os frutos. mas alguém vai.
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"Stories are like spiders, with all their long legs, and stories are like spider-webs wich man gets himself all tangled up in but wich look so pretty when you see them under a leaf in the morning dew and in the elegant way that they connect to one another, each to each."
Neil Gaiman in Anansi Boys





As imagens são fruto de uma pesquisa que alimentou aranhas com moscas cheias de drogas, veja tudo aqui.
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Atualizando o ontem de domingo:

AMANHÃ EU VOU:
1. Pintar o cabelo.

Não pintei, a tinta estava vencida!
2. Chegar cedo no trabalho.

Cheguei no horário certinho.
3. Publicar um texto no Solteiros.org

Escrevi lá! Olhaí.
4. Devolver a câmera do R2.

Esqueci disso completamente, e agora ele já foi embora. :'(
5. Fazer um peixe recheado de almoço.

Ficou uma DELÍCIA. Delícia.

Ah, três em cinco está até bom, néam?!
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Eu leio livros no ônibus. Eu pego flyers na rua e guardo dentro de livros. Aí que eu estava no ônibus lendo um livro e caiu um monte de panfleto da Marcha da Maconha no chão. Assim que conseguiu entender o que era o panfleto, o velho que catou tudo pra mim chamou o policial que estava lá no fundo do ônibus e or-de-nou que eu fosse presa.

Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!

Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.

O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
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O meu tempo é quando
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Acabei de dar uma GERAL aqui no coração e percebi que eu tô joinha-que-é-uma-beleza e que a razão disso CERTAMENTE é o nível de diversão que eu tive essa semana. Ô semaninha divertida!

Sexta-feira, principalmente. Bebi pouco, dancei muito, ri mais ainda. Pulei a fogueira elegantemente. Até tentei aproveitar a onda e achar um amor novo, mas ficou no nível platônico melhor de todos, com abraço forte de despedida e nenhum arrependimento no peito.

A tendência era complicar a vida, mas depois desse fim de semana (que, diga-se por sinal, começou na terça-feira. Isso mesmo, era terça-feira e eu já estava divertindo, pode morrer de invejaê), eu até boto umas fichas num papo que vi na Oprah de uma mulher que disse consertar o casamento semi-falido baseando-o inteiramente em sexo. A idéia da mulher era fazer sexo com o marido todo dia. TODO DIA. Até quando um não quer, os dois têm que fazer. Pois é, a tal da endorfina é a melhor droga que existe mesmo.

Estou aqui a ponto de escrever que a receita da felicidade é ter estoque de rock pra vida toda e alguém que me coma todos os dias. Mas, ó, tive sexo nenhum esse fim de semana. N-E-N-H-U-M. E fui feliz pacaraleo. Olha aí a cara boa das meninas!

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Sai fora seus bosta e deixa a minha net neutrality em paz.
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Sofro com a dor dos meus. Agora mesmo, está o coraçãozinho dela apertado do lado de lá e o meu do lado de cá. Mas enquanto o dela está procurando dentro de si razões para o mal, o meu está aqui puto, indignado, raivoso, amargurado, destilando um ódio verde sem fim. E é raiva do real culpado pela situação e é raiva dela também, que não faz idéia da metade da jóia que é.

E como em todas as situações do mundo, ainda é possível tirar uma frase do contexto e dar um real sentido para ela, muito do que está acontecendo com ela hoje me lembra de situações que ocorreram no passado (não é a situação que você quer rebater o auto-machismo e eximir mais um imbecil de culpa não, viu, gatah, pode ir tirando o cavalinho da chuva, porque eu não vou deixar você levar essa desculpa para a frente não).

É que lá em 2003, quando escrever ainda era, para mim, tirar tudo o que estava se passando dentro do meu coração direto para o primeiro suporte "físico" que eu encontrasse, quando eu ainda escrevia sem parágrafo, sem edição, sem racionalizar tudo, quando eu escrevia coisas que até hoje me emocionam, lá nessa época eu escrevi uma coisa para uma outra amiga minha. E cabe agora, então eu vou colar aqui de novo.

E vem aquela onda de insegurança e balança seu mundo, não é amiguinha? E você fica odiando cada detalhe do seu corpo. E odeia todos os outros que você acha bonito. E fica pesada, e é difícil de lhe confortar. E você busca conselhos, amiga. Mas busca só por obrigação, porque você sabe que não vai seguir nenhum deles. E os conselhos dizem: não! não! Mas você não está nem aí! Grita um sim gigantesco e vai e faz a mesma burrada de novo. Ah, amiga, você acha que você precisa daquilo tudo. E então você se veste com todos os apetrechos para chamar mais a atenção dos outros, só que nada disso funciona. Você finge ser uma pessoa que não é e faz coisas que não são do seu feitio. Mas se alguém lhe confrontar, você vai jogar na cara desse alguém que ele não lhe conhece e que você nunca faria nada para chamar a atenção de ninguém. E você chora, querida. Chora escondida no banheiro. E continua chorando escondida até o momento que percebe que derramar lágrimas no escuro nunca vão suprir a sua carência. Então você começa a chorar em público, a manchar sua maquiagem e a fazer feia toda aquela imagem que você aprontou bonita. E as pessoas tentam te ajudar, mas nada adianta de nada. O problema que nasce dentro de você é você quem tem que resolver. E na verdade você sabe de tudo isso. Mas você continua achando que precisa de tudo aquilo. E como a atenção que você chama não se sobressai, e quando você encontra alguém com mais carisma, você começa a fazer coisas ainda menos suas. Você se assusta com as suas atitudes, mas tem que manter a pose. Depois disso, seu sono é difícil e você se sente mal consigo mesma constantemente. E se assusta facilmente. E chora mais, amiga. E meu peito fica apertadinho de ver você chorando assim, mas eu sei que não posso fazer nada. Se a merda é sua, você tem que limpar. E aí você começa a colocar desculpas, começa a rir dos seus problemas, banalizando tudo que é tão influente no seu bem-estar. Passa a pôr a culpa nos outros. E o ódio aumenta. Mas só você sabe que esse ódio todo não é para ninguém mais além de você. Ai, amiga! Você sofre tanto. E na verdade tudo que você precisava era da dose certa de carinho? Nada disso! Quanto mais carinho você ganhar (pelos motivos errados), mas carinho você vai pedir. E ninguém tem tanto carinho assim para dar de graça. E você coloca a culpa nas pessoas e diz que se alguém próximo a você precisasse de carinho você daria muito mais do que o necessário. Mas é mentira, amiga! Você sabe disso, não sabe? Tem alguém aí do seu lado precisando de carinho. Alguém que é tudo no seu mundo, alguém que mais do que ninguém merece consideração. Você sabe de quem eu estou falando, né, amiga? É de você. E que carinho você tem se dado? Nenhum. Fica aí pelo mundo mendigando o amor dos outros quando é incapaz de se amar. E, lembra que eu falei que você só precisava de um amor, de um carinho? Então, amiga. É do seu. Eu sei que é difícil agora, eu sei o lixo que você está se sentindo agora, amiga. Mas, pela sua saúde, pela nossa amizade, por Jesus, sei lá, arranja um motivo qualquer aí, por você, cara! Por você, pára de achar que você precisa disso ou daquilo. Você precisa de ar, água e amor-próprio. E só. Pára de se fazer dependente de outras coisas e pessoas, pára de se iludir, amiguinha! Bem vinda ao mundo real! Bem que eu queria poder ajudar você, mas aqui a única arma que você tem é a pessoa que vê no reflexo do espelho.


Porque por mais que seja ultrapassado, eu ainda me sinto da mesma maneira. E é lavando e sacudindo que a gente se livra de areia.
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Estava aqui contando como a minha avó é trouxa porque não quis ir numa viagem que meu tio queria dar para ela até Okinawa, sua cidade natal. E eu comecei o caso bem assim: "Olha só como a minha avó é trouxa." No que o pessoal logo protestou que eu não poderia tratar a minha avó assim.

Logo em seguida, pedi ajuda para o chefe sobre como responder um e-mail de um cliente raivoso. Aí ele falou um monte de verdades com palavras nada gentis e, no fim, falou: "você fala isso, mas com toda a essa delicadeza que você tem". E a outra: "isso de uma pessoa que acabou de chamar a vó de trouxa".
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Me convidei Fui convidada a escrever para o Solteiros.org na semana passada. É um blogue onde alguns solteiros escrevem sobre suas aventuras na solitária vida de quem NÃO tem um significant-other. Aí escrevi um post aqui no Petulância por força de hábito e só depois percebi que é bem mais apropriado para o Solteiros.org, então foi para lá. Clica e lê!
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Não dá para controlar o vento. Nem nunca foi meu intuito. Mas dá para controlar como o vento bate no seu corpo, e isso já é legal demais. Porque tem hora que ele bate legal, e tem hora que ele traz seu cabelo todo para a frente do seu rosto. Com um simples movimento do corpo, você controla isso.

Tem também aquele ventinho bom de sentir só na hora de ir embora, mas que te incomoda o resto do tempo todo. Mas na hora de ir embora, aquele ventinho na cara, aquele gostinho de vida, de frescor, humm.

Fico pensando o que mais parece incontrolável à primeira vista, mas que com apenas uma mudança de ponto de vista fique super agradável. Será que eu consigo trazer isso para relacionamentos?
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Domingo vai ser um dia muito louco em Belo Horizonte. Além do último jogo do Campeonato Brasileiro, tem vestibular da UFMG e o Savassi é Show que, por falta de informações no restante da internet, eu divulgo por aqui:

Será no próximo domingo, dia 02 de dezembro, das 15 às 19 horas. Dividido em quatro palcos que serão montados no entorno da Praça da Savassi – cada um deles apresentará uma programação musical elaborada por uma emissora de rádio participante, conforme se segue:

· Palco Rádio Inconfidência (esquina das ruas Antônio de Albuquerque e Paraíba). Atrações: Zé da Guiomar; Copo Lagoinha; Doris; Vander Lee e Podé e Maurinho Nastácia;


· Palco Rádio Guarani
(esquina das ruas Pernambuco e Fernandes Tourinho). Atrações:DJ Rebequinha, Pedro Morais, Chico Amaral e Quinteto;

· Palco Rádio 98 (esquina das ruas Pernambuco e Tomé de Souza). Atrações: Manitu; Código B; DJ Crazy Life e DJ Valdir;

· Palco Rádio Extra (esquina das ruas Antônio de Albuquerque e Alagoas). Atrações: O Sofá da Kayete e DJ Denys; Grupo de Dança; Os Brancões; Dubandu e Fred e Paulinho.
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Essa foto não é minha.

Hoje eu gastei a maior grana com a DrA. Três consultas ao todo. E até a Chefa 01 deu conselhos sobre como conseguir dormir direito. Tomei muita chuva. Inclusive, parei no meio da calçada e fiquei olhando o congestionamento, só para poder tomar chuva.

Ainda não entendo como isso tudo vem acontecendo. De manhãzinha eu era um zero a esquerda, depois eu fiquei meio eufórica e fazendo uns planos mirabolantes, aí dei uma crise no meio da tarde, me "perdi" numa viagem de ônibus, atrasei para chegar no trabalho 02, sofri no ônibus lotado, cheguei na faculdade saltitante, fiz uma entrevista de política excelente, ganhei um DVD da professora e tudo isso. Acho que o bi-bi voltou com tudo e eu não estou conseguindo me segurar só em um deles.

Isso tudo porque tive um final de semana delícia. Teve aniversário ótimo na terça, LCD Soundsytem legal na quarta, comilança exagerada com a família na quinta, cerveja da mulherada na sexta, blogcampmg no sábado e encontro com as melhores amigas domingo. Queria falar melhor sobre tudo isso, mas não vou hoje não. Acho que essa noite eu durmo.
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everybody
everybody
everybody
everybody
everybody know everybody know
everybody know everybody know
that you that you that you that you are
(Built to Spill)


Beagá resolveu chorar hoje de tarde, choveu demais.

Parecia que tinha terminado namoro: do nada armou um tempo feio, soltou uns trovões e raios e kabuummm: temporal instaurado. Desde esse primeiro surto, não parou de chover. E fica aumentando e diminuindo, como se cansasse de chorar para logo depois lembrar de alguma coisa muito ruim.

Quando a água começou a cair, eu estava entrando em um ônibus no centro e quase voltei para tomar a chuva, mas a faculdade me chamava. Fiquei lá no ônibus pensando na chuva, nas gotas de água, em lágrimas, em como as pessoas se brigam e se amam e se brigam e se amam e eu cheguei à conclusão que não quero mais relacionamento maduro, estável, seguro, porra nenhuma dessas. Quero é me jogar na vida de alguém atropelando, ter discussões ciumentas ao telefone, passar vexame e pedir desculpas e toda essa turbulência de paixão.

Mas o ônibus continuou andando e a chuva continuou caindo e eu acabei molhando muito andando do ponto até a faculdade. Chegando lá, todo mundo me olhava meio esquisito, tipo assustado. E eu quase saltitando, feliz de ter tomado um chuvão daqueles, contente... Começou a tocar uma música que combinou com a hora e eu não sabia quem era e eu fui conferir e era do Cold War Kids. E foi você quem me mostrou Cold war Kids!

Acabei de fazer aniversário. Digo, acabou de começar o dia que se celebra o meu aniversário. Meu aniversário mesmo é 13h15. Quando eu nasci, também estava chovendo muito lá em Brasília, era uma tarde escura e chuvosa. Do jeito das tardes que eu gosto. Será que é por isso que eu gosto? No dia do meu aniversário também chove sempre. É por isso que eu comemoro em lugar fechado, mesmo nesse calor de louco. Esse ano eu vou comemorar nO Bar, chego lá por volta de 19h30. Apareçam.
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Muito cansada desse pessoal que faz da vida reclamar. Reclamam à vontade, falam mal do sistema, metem o pau nas iniciativas que estão rolando e é tanto blablabla que não conseguem chegar a conclusão nenhuma, nem propor uma coisa diferente.

Parece que é vício em criticar. E o pior: em criticar os pontos negativos. Pouquíssimas iniciativas culturais que eu conheço só tem coisa ruim (e olha que disso eu entendo), sempre tem no mínimo um ponto bom. E, na minha humilde opinião, cada passo que se dá para a frente é uma conquista. Pode-se ler meu depoimento como romântico, mas é melhor ser utópico do que ficar de braço cruzado achando tudo ruim, insuficiente, mal-feito e vendido.

E tem sujeito que vive nessa de reclamar, enche o saco de todo mundo e, quando decide fazer alguma coisa, acaba repetindo o erro dos outros; ainda recorre a leis de incentivo fiscais e decide convidar alguém "mais estabelecido" para garantir o público. Tsctsctsc.

Cada vez mais adepta do faça-você-mesmo-radical.
[...]

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