Por volta desse horário, três anos atrás, eu estava começando o melhor período da minha vida. Recém-saída de um drama pessoal dos maiores, mergulhei em um banho de esperança e novos ares através de uma pergunta estrategicamente posicionada em um abraço: "Mi, você é minha namorada?"
Na época, estava estava estagnada em um emprego sem recompensas, chateada pra terminar a faculdade, completamente sem sonhos internos, só vivia por estar viva. E veio um furacão de sobrenome Mafra e mudou a minha vida, trouxe tudo que eu precisava de volta. Passei excelentes momentos com ele, cresci, amadureci, melhorei. Sou uma pessoa melhor por causa dele.
Nossos caminhos se dividiram, porém, e a estrada que eu sigo, não é mais a mesma dele. Foi a segunda decisão mais difícil da minha vida e está sendo difícil lidar com ela. As ondas de pensamentos confundem tudo aqui dentro. Hora estou contente por acreditar ter sido madura; hora explodo de ódio por falta de iniciativa; hora fico tranqüila e calma, sabendo que foi melhor assim; hora me mordo de ciúmes e dúvidas, achando que pra ele foi super fácil mudar e assim vai.
A certeza que fica é que ele ainda é minha pessoa favorita e, não importa sob qual título, preciso dele na minha vida. E terei, sempre. Então, comemoremos.
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