Eu adoro andar de ônibus. Gosto mesmo. O motorista já sabe o caminho, você não tem que ficar conversando com ninguém, dá tempo de ler, ouvir música, prestar atenção nas coisas ou ficar completamente à toa. Descobri que a Soninha, o João Gordo e o Ingmar Bergman partilham de um sentimento bastante similar.
“Os “demônios” que [Ingmar Bergman] tentou exorcizar em muitos de seus filmes parecem estar sob controle. “Eles sabem que podem me alcançar de manhã cedo e, se fico na cama, me invadem por todos lados”, garante com uma risada. “Mas eu os engano porque me levanto. E eles odeiam ar fresco. Caminho rapidamente em todo tipo de tempo, e eles odeiam isso”.
O pior é que agora trabalho em casa. E estudo ridiculamente perto e impossível de chegar só com um ônibus. Talvez por isso ande caminhando por aí meio vazia de idéias. Ou com idéias meio vazias.
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Camila:
Muito bom ... este post foi que me trouxe ao seu blog.
Aproveito para te convidar a acessar uma colaboração minha no Overmundo, "Poemas No ônibus" ...
Se resolver acessar, espero que goste.
Até mais ler.