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Tenho trabalhado como garçonete no Obar alguns dias de julho. O mais foda, além de ter só um dia de folga por semana, é acordar, falar bom dia para as pessoas e ouvir de resposta "boa tarde". Hunf.

A ilustração é do sempre ótimo XKCD.
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Nem toda data é comemorativa. Há um ano atrás, no dia 1º de julho de 2007, o canal Fox foi protagonista de um dos acontecimentos mais absurdos da história da TV paga do Brasil. Movido por interesses comerciais, o canal simplesmente deixou na mão uma significativa parcela de seus assinantes, acostumados a assistir seriados como Nip/Tuck, 24 Horas e Bones com áudio original e legendas em português. Passou a dublar todo o seu horário nobre, da noite para o dia, sem aviso prévio, sem consulta, sem dar nenhuma alternativa ao telespectador.

De lá pra cá, tudo o que o canal ofereceu ao seu assinantes foi um remendo. Ainda assim, um remendo ruim. Apenas os assinantes de algumas operadoras conseguem hoje trocar o áudio e habilitar legendas para assistir aos programas do canal – sendo que, muitas vezes, quando tem acesso a este opção, assistem programas com legendas mal feitas, fora de sincronia ou mesmo de episódios trocados.


Neste dia 1º de julho, diversos blogues estão unidos para lembrar esta data – o canal pode ter esquecido do que fez, mas nós não esquecemos.

É só trabalhar no CTRL+C/CTRL+V, gente!

Porque, como diz o Bressane: cada vez que eu choro, o google me vê. cada vez que reclamo, crio relevância pra este assunto na internet. quando as pessoas comentam, a relevância aumenta. com isso, mesmo que a gvt Fox não me dê ouvidos, a interweb dá. e isso, certamente, afeta a gvt Fox que, mais cedo ou mais tarde, vai ter que mudar de atitude. posso não colher os frutos. mas alguém vai.
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Black Drawing Chalks é uma banda de Goiânia que manda um stoner rock fodão. Cheio de designers na banda, sempre fazem divulgações visuais lindas de se ver. Um dos shows que eu mais orgulho de ter agendado na Obra.

Coloquei o disco aqui. Pode fazer o download.
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Eu leio livros no ônibus. Eu pego flyers na rua e guardo dentro de livros. Aí que eu estava no ônibus lendo um livro e caiu um monte de panfleto da Marcha da Maconha no chão. Assim que conseguiu entender o que era o panfleto, o velho que catou tudo pra mim chamou o policial que estava lá no fundo do ônibus e or-de-nou que eu fosse presa.

Então ficou o ônibus todo observando a discussão. E o policial meio que explicando que ele tava de folga, mas que era pra eu descer com ele nos Hospitais para que ele me levasse na delegacia mais próxima. E eu falando que não, porque tenho direito de carregar panfleto escrito qualquer coisa. E o velho falando MAS É APOLOGIA! E eu: apologia é se estivesse escrito nesse papel FUME MACONHA, mas está escrito "venha marchar pela legalização da maconha". E o velho não, não, não!

Foi a maior discussão, onde eu expliquei o que era o movimento, porque eu vou participar (que é porque eu acho que a maconha deve ser descriminalizada e o comércio legalizado, já que MUITA gente fuma e maconha dá em qualquer lugar), contei das intrigas que estão rolando em Salvador e fiz um grande discurso sobre a diferença entre apologia e liberdade de expressão etc. etc. etc.

O climão durou muito, até que o policial concordou comigo que não era apologia, portanto não constituía crime, e sugeriu que a gente fosse mascarado mesmo e que fosse um protesto silencioso a marcha. O velho desceu do ônibus revoltado e algumas pessoas pegaram alguns dos panfletos, inclusive o policial.
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Sábado é o Dia Oficial do Alarme do Portão do Meu Prédio. Sabe esse alarme que toca quando alguém esquece o portão aberto? Então. Toda hora toca.

Nem sempre porque a pessoa realmente ESQUECEU de fechar, muitas vezes ela abre o portão da garagem, faz uma ligação no celular, liga o carro e espera ele esquentar (nesse ponto já tá tocando o maldito), manobra com todo o cuidado, sai do carro, grita pra alguém dentro do apartamento, espera a pessoa descer (e o maldito alarme péom-péom-péom-péom), manobra mais um pouco, desliga o carro, liga o carro, espera esquentar (de novo, como se precisasse), chama mais alguém, liga pra outra pessoa (péom-péom-péom-péom) e aí então sai da garagem e fecha o portão.

Ou então, vai receber alguém na portaria e fica lá batendo papo, com o portão aberto (péom-péom-péom) e depois sobem (visita e anfitrião) conversando alegremente pelo corredor. Numa boa? Se a visita vai subir, pra quê ficar batendo papo lá na rua? Sobe logo, puerra!

Numa dessas de ficar fazendo hora entre o abrir-o-portão e sair da garagem, um dos vizinhos foi assaltado aqui dentro do prédio. Numa outra, em um dia que a minha TPM estava no volume máximo e eu já tinha aturado uns 15 minutos do alarme, eu fechei o portão da garagem daqui de cima e o carro desse mesmo vizinho foi amassado.

Isso porque eu tenho vizinhos MEGA preocupados com a segurança, que todo ano querem aumentar um pouco o muro, reforçar a cerca-elétrica, contratar vigia, instalar câmeras etc. num exponencial que eu nem sabia que a indústria de segurança avançava. Não seria mais fácil manter a puerra do portão fechado, simplesmente?
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Muito cansada desse pessoal que faz da vida reclamar. Reclamam à vontade, falam mal do sistema, metem o pau nas iniciativas que estão rolando e é tanto blablabla que não conseguem chegar a conclusão nenhuma, nem propor uma coisa diferente.

Parece que é vício em criticar. E o pior: em criticar os pontos negativos. Pouquíssimas iniciativas culturais que eu conheço só tem coisa ruim (e olha que disso eu entendo), sempre tem no mínimo um ponto bom. E, na minha humilde opinião, cada passo que se dá para a frente é uma conquista. Pode-se ler meu depoimento como romântico, mas é melhor ser utópico do que ficar de braço cruzado achando tudo ruim, insuficiente, mal-feito e vendido.

E tem sujeito que vive nessa de reclamar, enche o saco de todo mundo e, quando decide fazer alguma coisa, acaba repetindo o erro dos outros; ainda recorre a leis de incentivo fiscais e decide convidar alguém "mais estabelecido" para garantir o público. Tsctsctsc.

Cada vez mais adepta do faça-você-mesmo-radical.
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µ [de Camila] ADORA coca-cola diz: É tão bom amor recíproco, cara!
Daniel Poeira diz: raro e especial
µ [de Camila] ADORA coca-cola diz: Raro nada! Ama coca-cola, puma, macintosh. Eles sempre te amam de volta. E quando começam a te decepcionar, tem produto novo pra você aprender a gostar de mais uma coisa.
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Admitir o vício.
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Eu adoro andar de ônibus. Gosto mesmo. O motorista já sabe o caminho, você não tem que ficar conversando com ninguém, dá tempo de ler, ouvir música, prestar atenção nas coisas ou ficar completamente à toa. Descobri que a Soninha, o João Gordo e o Ingmar Bergman partilham de um sentimento bastante similar.

“Os “demônios” que [Ingmar Bergman] tentou exorcizar em muitos de seus filmes parecem estar sob controle. “Eles sabem que podem me alcançar de manhã cedo e, se fico na cama, me invadem por todos lados”, garante com uma risada. “Mas eu os engano porque me levanto. E eles odeiam ar fresco. Caminho rapidamente em todo tipo de tempo, e eles odeiam isso”.


O pior é que agora trabalho em casa. E estudo ridiculamente perto e impossível de chegar só com um ônibus. Talvez por isso ande caminhando por aí meio vazia de idéias. Ou com idéias meio vazias.
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Passei a noite inteira trabalhando e ouvindo Guarani FM. Apesar de existirem exceções, foi uma noite de fossa. Como se compõe música de fossa, gente! Quinhentas e setenta e cinco canções de dor de cotovelo depois, eu continuo com a minha, não melhorou nada. Para que servem então essas malditas músicas?
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Na minha cabeça, existem vários padrões; diretrizes simples de educação e etiqueta e convívio social que tento manter para conservar a consciência limpa e a honra intacta.

Eis uma delas: coerência. Se você chega atrasado, não deve reclamar de atrasos. Se você mente, não deve condenar a mentira. Se é mal pagador, deve pegar leve na cobrança. E assim por diante, tudo dentro de seu limite. Quer dizer, se eu não me guiasse por essas normas, não conseguiria me encarar no espelho com a mesma seriedade.

Como as outras pessoas conseguem?
Será que eu quero aprender a ser assim?
Como confiar em uma pessoa completamente desconfiada de todo o resto do mundo?
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É preciso variar mais a tipografia das peças gráficas. No MEU costume, o saudável é usar o menos possível as fontes que já venham no computador. Tem esse site que é excelente: www.dafont.com
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Por que motivo as empresas de e-mail gratuito não têm um convênio com o órgão regulador de internet para denúncia e punição das empresas que fazem spam? Alguém sabe onde posso fazer denúncia de spam?
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Uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida: ter um computador só meu.

Batizei-o de Francisco Drake em homenagem ao primeiro comandante inglês a navegar uma volta completa na Terra, fato que aconteceu exatamente em 4 de abril de 1581, levando Francis Drake ao título de cavaleiro da Rainha Elizabeth I.

E no dia 4 de abril deste ano, chegou meu computador lindo, que é tão brasileiro quanto possível. Que seja Francisco Drake um grande desbravador, que proteja meus territórios e me leve a lugares nunca antes experimentados!
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Camila, Rio de Janeiro. Hoje teve comida na casa do Gabriel, da Ceci e do Bruno. Gente, assim, coisa-linda-de-deus. Tenho certeza de que, se o Bruno e a Ceci tivessem uma casa maior, seriam ótimos anfitriões/donos de Bed&Breakfast. É uma delícia ficar aqui, mas o Bilbo precisa de uma casinha maior...

Os amigos da Ceci parecem ótimos. E é uma gracinha ver o Diego e a Sarah juntos. Desculpa dar fofocas assim, mas é muito bom ter orgulho de falar dos seus amigos.

Enfim, mil coisas divertidas. Bonitas. Cheirosas, às vezes. Interessantes, completamente estranhas, ardidas, verdes. Um emaranhado semi-geométrico em forma de cidade em forma de lingüiça. Quem não conhece precisa ver. Urgente.

Tirei milhões de fotos. Preparem-se.

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Forte de CopacabanaEntão eu fui ao Rio de Janeiro ver o show do Placebo e me divertir. Consegui fazer os dois.

O Rio de Janeiro é realmente lindo. E todos os clichês da novela estão lá de verdade. Apesar de não ter nenhuma SURPRESA de outro mundo, a cidade te deixa boquiaberta (pelo menos o que eu vi dela). Aonde não tem pedra, tem água e se não é um ou o outro, são ambos, na praia. É gostoso.

Rocinha
Rocinha

O calor é mais intenso, mas estranhamente suportável. É outra experiência de sentir calor. Não me entenda mal: é quente! Praporra. Quentão. E você fica nojento, suado, pingando, roupas grudam no corpo, o contato humano é desagradável, a sede bate e tudo. Mas é quase gostoso sentir tudo isso.

BH-Confins
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Cenas extras
1) No caminho do show, o celular do taxista tocava "Muuu". Ele disse que "é pra diferenciar". Antendeu "É só falar!" e depois perguntou se eu acho que o barulho "é boi ou vaca?". Eu respondi que depende de quem liga, mas ele ignorou, é daqueles que não se cala. E não fala nada interessante. Parece que passou a vida ensaiando um script que agora sabia de cor. Mesmo meio falso, o cara era uma figura! E, apesar de passar por lugares lindos, só mostrava coisas feias como a guitarra do Hard Rock e a réplica da estátua da Liberdade "viu ali, moça? Ah! Você perdeu!"

2) Uma dupla de policiais federais cariocas QUASE estragaram nossa viagem, mas os comissários da Tam nos entupiram de cerveja e nos deixaram felizes de novo!

3) Chegando no aeroporto de Confins, do nada, uma placa mandava apertar o botão. Só assim: "aperte o botão". Por que não?

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Eu fui em dois shows do Placebo. Eu quase não acredito ainda. Tão bom quanto ter ido é poder falar assim: "eu fui em dois shows do Placebo!" Foi lindo. No meio do show, com a voz do Brian Molko arrepiando tudo o que sobrou de mim, desejei que todas as pessoas do mundo encontrassem um som que mexesse com elas assim como Placebo mexe comigo. E o Brian dessa vez fumou e bebeu no palco e o Stefan estava mais tímido e eu com mais sede. E se tiver outro eu vou de novo e de novo e de novo.

Eu procurei fotos do show na internet, mas ninguém publicou nada ainda, então fui olhar umas fotos oficiais do placebo (como a de cima, com a banda sentada no banco) e acabei achando essas capas de singles, LINDAS.

Eu quero! Me dá!

Na ordem, as capas são de "Because I Want You", "Song to Say Goodbye" e "Infra Red". Bom, néam?
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Hoje eu plantei minha 400ª árvore! Não é exagero, é um número real que eu construí em exatos dois anos de cliques esporádicos no www.clickarvore.com.br. A minha floresta já ocupa uma área de 2400 metros quadrados e eu não gastei nenhum tostão com isso. Olha que bonito:



Faça você também! É só se cadastrar no site e começar a plantar...
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Fiz uma viagem para a paulicéia desvairada. A primeira com uma câmera minha para tirar fotos à vontade. Não tirei tantas quanto poderia, mas tirei VÁRIAS. Começa com o almoço retratado abaixo; clica no link e vai navegando para a direta para ver as fotas.

Almoço no japa

O título é uma referência a esse livro divertido e moderninho, que deu nome à minha câmera divertida e moderninha. ;)
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"Até o dia em que o cão morreu" é um livro muito bom, do meu autor brasileiro vivo favorito, o Daniel Galera. O livro virou filme, que vai ser lançado esse ano e já tem trailer:
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